11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Motoristas pedem descanso de 4 horas

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

O Sindicato dos Condutores de Veículos Rodoviários de Bauru (Sindtran) realizou uma assembléia para saber qual é a preferência dos motoristas e cobradores que trabalham no sistema de transporte coletivo de Bauru com relação ao intervalo para descanso e refeições (intrajornada). A maioria, 22,2%, optou por quatro horas, período que possibilita a eles ir para casa e depois retornar às funções.

Outros 21,7% disseram que preferem apenas uma hora de intervalo, 9,6% querem três horas e outros 7,5% optaram por duas horas. A consulta foi proposta pela subdelegacia do Trabalho, em reunião que contou com representantes das empresas. O presidente do Sindtran, Elias Pinheiro da Silva, afirma que a votação foi secreta.

De acordo com eles, o resultado será encaminhado à subdelegacia do Trabalho. “Pelo acordo que fizemos, as empresas têm 45 dias para fazer as alterações.”

Para Silva, não será necessária a implantação de um intervalo único. “O ideal é que as empresas conversem com cada trabalhador e que eles escolham o que melhor se adequar a sua situação. Uma parte pode ter uma hora de descanso e, a outra, quatro horas.”

Silva lembra que, anteriormente, os funcionários tinham uma hora de intervalo, tempo que não era respeitado, o que provocou uma série de ações trabalhistas. “Para acabar com elas, as empresas decidiram adotar a lei, que prevê um período de uma a duas horas. Quando isso aconteceu, fizemos uma reunião na subdelegacia do Trabalho pedindo a ampliação desse período.”

Ele conta que o intervalo de duas horas era insuficiente para os trabalhadores irem para casa e retornar ao serviço. “Realizamos uma assembléia e, desde então, o sistema que determina de uma a quatro horas de descanso foi implantado. O problema é que alguns companheiros passaram a questioná-lo, o que levou à necessidade de uma nova consulta para que pudéssemos esclarecer a situação.”

A assessoria de imprensa da Transurb, que reúne as empresas que operam o sistema de transporte coletivo de Bauru, informou que a decisão da assembléia será respeitada.

Para o sindicalista, a solução definitiva para a questão seria a implantação de três turnos de trabalho. “Cada turno teria jornada de seis horas, eliminando a necessidade de intervalos. Além disso, os motoristas ficariam mais descansados, oferecendo uma segurança maior.”

Durante a assembléia, os trabalhadores também foram consultados a respeito disso. Entre os que responderam, 261 afirmaram que preferem três turnos, e apenas dois escolheram o modelo atual, com dois turnos.

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Reajuste

O presidente do Sindtran afirma que a entidade também está negociando com as empresas de transporte coletivo uma pauta de reivindicações, que inclui cerca de 30 itens.

Além da implantação de três turnos de trabalho e jornada de seis horas, o sindicato quer também um reajuste salarial de 18,54% e melhorias no plano de saúde e no vale-alimentação.

Elias Pinheiro da Silva, presidente do Sindtran, espera se reunir hoje com representantes das empresas. “O máximo que eles ofereceram, até agora, foi 6% de aumento. Depois de três ou quatro tentativas de negociação, a tendência é iniciar um movimento de paralisação. É isso que pode acontecer se não houver avanços até o fim dessa semana.”

Segundo o Sindtran, Bauru tem hoje cerca de 800 motoristas e cobradores e outros 350 funcionários nas oficinas e setores administrativos das empresas.