10 de julho de 2026
Geral

Exército faz reunião hoje para discutir a construção de nova sede em Bauru

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

A 6.ª Circunscrição do Serviço Militar (CSM) realiza hoje um fórum para discutir a possibilidade da construção de uma nova sede, que teria 2 mil metros quadrados, o dobro da atual. O encontro começa às 16h, no auditório da Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib).

O chefe da CSM, tenente-coronel Sérgio Brito, diz que cerca de 20 empresários e autoridades da cidade foram convidados. “O objetivo é fazer uma mesa-redonda e criar um grupo de trabalho para tratar desse assunto.”

A proposta dele é erguer um novo prédio, que ficaria no terreno ocupado atualmente pelo campo de futebol do Tiro de Guerra. A área já pertence ao Exército. A sede atual seria vendida para uma empresa, que bancaria as obras. Os potenciais compradores seriam instituições de ensino ou construtoras. Caso o valor arrecadado seja insuficiente, Brito conta com o apoio de entidades e do setor privado.

Para o tenente-coronel, a ampliação da estrutura seria um trunfo para garantir a permanência do órgão em Bauru. No ano passado, o Exército elaborou um projeto de reestruturação. A CSM esteve ameaçada de desativação e só permaneceu na cidade depois de uma mobilização da comunidade. “Queremos revitalizar para não perder.”

O tenente-coronel afirma que o prédio atual está saturado. “Não há estacionamento, um local para formaturas e nem espaço para a prática de treinamentos físicos.”

Pelo projeto, a nova unidade abrigaria também a Junta de Serviço Militar, que hoje funciona em um prédio alugado pela Prefeitura Municipal, e o próprio Tiro de Guerra. A previsão é de que as obras ficassem prontas dentro de dois anos.

A CSM é responsável por 161 municípios e atende cerca de 600 inativos do exército, que recebem atendimento médico e odontológico. Além disso, tem como função coordenar o alistamento e a entrega de certificados para os reservistas. “Sem o documento, a pessoa não pode prestar concursos, tirar passaporte, cursar a universidade e nem concorrer a cargos eletivos”, lembra Brito.

Em Bauru, o órgão conta com 16 recrutas e outros 30 funcionários.