O secretário do Desenvolvimento Econômico da província corre risco de acabar desmoralizado a continuar enganando o alcaide, seu general, com promessas que não serão cumpridas, caso não se tome providências em revelar ao sofrido povo bauruense notícias que correm à boca pequena no “batistar” dos sábados, de nome da “meia dúzia” de maus bauruenses que estão atrapachando o processo de desenvolvimento da província, senão vejamos:
1 - 26/1/2000, o alcaide anuncia que Bauru ganha obra “mega”;
2 - 2/10/2000, o secretário do desenvolvimento destaca em sua coluna do “Jornal da Cidade” que tal obra irá gerar 2.500 empregos diretos, fora os indiretos;
3 - 21/10/2002, referido secretário anunciou e a imprensa registrou que Bauru ganharia 400 novos empregos com a desativação de duas fábricas no grande ABC, fábricas que seriam incorporadas à filial de Bauru “garantindo a geração de grandes negócios” (JC - pág. 5);
4 - 1/11/2002, referida empresa informa que tal notícia não é verdadeira, afirmando que a mesma foi fornecida equivocadamente pela prefeitura (JC - pág. 9). Uma forma educada de dizer que o secretário mentiu;
5 - 5/8/2002, o alcaide, sempre ouvindo o secretário, anunciou o início da construção do megashopping (JC - 6/8 - pág. 9), afirmando: “ser o maior presente de aniversário que Bauru recebe num período de várias décadas”. Afirmou ainda: “que tal obra equivaleria a vinda de uma montadora de carros na província”;
6 - 27/8/2002, o secretário do Desenvolvimento, com o beneplácito do alcaide, anuncia o início da implantação do projeto do “mega”, com o lançamento da pedra fundamental “daquela que seria a maior obra da cidade nos últimos 30 anos”. Tudo isso e até agora absolutamente nada de iniciar a obra. Incompetência? Sei lá! Só sei que já se vão 3 anos de notícias equivocadas, para dizer o menos. Com certeza, para os milhares de leitores e eleitores enganados, a falta “daquilo roxo” em não querer denunciar as pessoas que insistem na ausência de colaborar com o desenvolvimento da província, como já dissemos, é notícia que se ouve ao pé do ouvido no “batistar” dos sábados e no “feirar” dos domingos, dá bem a idéia da inaptidão do alcaide em querer administrar uma província do porte de Bauru.
Os leitores mais atentos do “Jornal da Cidade” (a esmagadora maioria) já perceberam que o secretário do “sub” desenvolvimento não tem mais falado do assunto. Foram tantas declarações equivocadas, para dizer o menos, que concluiu com seu general na retaguarda que o silêncio seria o comportamento adequado para o momento, já que menos escandaloso, porém com o mesmo grau de comprometimento.
Agora Inês é morta! Não dá mais tempo. Faltam pouco mais de 500 dias para acabar o mandarinato, isso se correr tudo dentro dos prazos eleitorais já que, com o afloramento de escândalos aos borbotões, poderá haver a ocorrência de congestão provocada por ingestão de carne em excesso. Aí só restará afixar a placa com os dizeres: “requiem aeternam dona eis”. Heresia, senhor aspone? (Nicanor Amaro Silva - RG 7.725.024)