O secretário municipal da Administração, Luiz Freitas, e o presidente da executiva do PPS, Rubens de Souza, criticaram ontem o posicionamento dos dirigentes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserm) sobre as denúncias de irregularidades atribuídas à prefeitura no pagamento antecipado de lotes de carnes fornecidas pela empresa Bom Bife.
Os sindicalistas defendem o afastamento do prefeito Nilson Costa (PTB) e dos secretários citados nas denúncias para que a Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Carne apure com isenção os fatos.
“A diretoria do Sinserm, mais uma vez, posiciona-se publicamente sem ao menos inteirar-se da situação. Esse comportamento, sem dúvida, está relacionado com o fato de estarem aquelas servidoras afastadas há muito tempo do serviço, ganhando sem trabalhar e distante dos reais problemas dos trabalhadores”, alfinetou o secretário.
Ele considera lamentável as declarações dos dirigentes do sindicato. “É lamentável aqueles que se dizem defensores dos trabalhadores colocarem em dúvida a idoneidade dos membros da comissão de sindicância, todos eles funcionários gabaritados e de carreira, que deveriam na realidade ser defendidos pelo Sinserm.”
Para o presidente do PPS, Rubens de Souza, os dirigentes da entidade deveriam avaliar melhor a situação antes de qualquer posicionamento.
“Isenção é uma palavra que não cabe no dicionário de grupos que têm usado e abusado da máquina sindical (dinheiro dos trabalhadores) para atividades essencialmente eleitoreiras. Bravatas, acusações e injúrias sem fundamento cairiam na mesma vala comum dos críticos e algozes daqueles que teriam viajado para fazer ecoturismo e ‘participar do Forum Mundial Social, em Porto Alegre”, finalizou Souza.