11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Economia & Negócios

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• E-commerce

O Brasil está avançando consideravelmente na tecnologia do comércio eletrônico (o e-commerce). No mês de março, o crescimento deste setor no País foi de 34% sobre o resultado do mesmo período do ano passado. O número foi conhecido através do levantamento mensal feito pela consultoria e-bit, e revelou que o faturamento do varejo online naquele mês atingiu a marca de R$ 78,5 milhões. Em março de 2002 o montante ficou em R$ 58,5 milhões.

• Satisfação

É importante ressaltar que o estudo da consultoria não inclui os sites de leilão, vendas de passagens aéreas e comercialização de automóveis. Pelo levantamento, o valor médio das negociações feitas por meio do comércio eletrônico atingiu R$ 263,00. Outra constatação muito interessante é que o índice de satisfação dos e-consumidores em relação ao comércio virtual brasileiro não pára de crescer. No mês passado registrou a marca de 86,4%, sendo que em março o índice era de 85% (índice e-bit/PriceWaterhouseCoopers).

• Perfil

De acordo com o levantamento, o que ainda não mudou é o perfil dos compradores virtuais. O público masculino ainda significa 60% dos consumidores virtuais brasileiros, enquanto o feminino faz parte de 40%. A idade média de 70% dos e-consumidores está entre 25 e 49 anos. Entre as pessoas que responderam a pesquisa, somente 13% fizeram compras online pela primeira vez no mês de abril.

• Pré-empresa

O governo federal pretende dar um importante passo rumo ao objetivo de reduzir a informalidade no mercado de trabalho. A idéia é criar a “pré-empresa”, um tipo de empresa aberta por desempregados que teria incentivos estatais. O projeto é, no mínimo, inovador. O ministro do Trabalho, Jacques Wagner, chama o projeto de “formalidade intermediária”. Isso porque se a instalação de uma empresa for barateada, muitos podem sair da informalidade para o emprego formal. A pré-empresa seria a “ponte” entre esses dois caminhos.

• Formalidade

Segundo o ministro do Trabalho, a criação da pré-empresa será o primeiro passo do governo federal para tirar da informalidade cerca de 40 milhões de pessoas que atualmente trabalham sem carteira assinada em todo Brasil, reduzindo a precarização do mercado de trabalho. Os incentivos para a abertura de pequenos negócios serão discutidos no Fórum Nacional do Trabalho, que será instalado na última semana de junho. Participarão representantes dos trabalhadores, empresários, governo e Justiça do Trabalho.

• Consumidor

A melhora no cenário político brasileiro já se reflete em aumento de otimismo por parte dos consumidores neste mês. Em abril, o Índice de Intenções do Consumidor (IIC), calculado pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio), subiu 4% em relação a abril e 6,45% na comparação com maio de 2002. Em maio, o índice chegou à marca dos 104,26 pontos, maior patamar para este mês desde 1999.

• Em alta

Segundo a Fecomercio, o ânimo dos consumidores em relação ao desempenho do novo governo já vinha apresentando crescimento significativo desde abril, mas ganhou impulso ainda maior neste mês. Para a assessoria econômica da federação, esse quadro positivo deve-se, principalmente, à grande exposição na mídia da discussão sobre as reformas tributária e da Previdência - pelo fato do governo ter se mostrado ativo em promover essas mudanças estruturais.

• Economia

Além da melhora no cenário político, o índice de maio também teria sido influenciado, segundo a Fecomercio, pela menor preocupação dos consumidores com o ambiente internacional negativo, em função do fim da guerra entre Estados Unidos e Iraque. A redução da inflação e a melhora de vários outros índices da economia também teriam contribuído para a elevação do Índice de Intenções do Consumidor (IIC).