Nenhum político na atual conjuntura política brasileira chegou ao poder sem que para isso tivesse recebido os votos necessários para sua eleição... e quem escolhe e vota é o povo... Essa constatação nos remete à triste e óbvia conclusão do quanto o eleitor bauruense tem errado no momento sagrado do voto, e sempre se desculpando que “político é tudo igual” e em conseqüência acaba votando nos de sempre, naqueles camaleões/atores, politiqueiros manjados, sempre envolvidos em negociatas, maracutaias, falcatruas e tudo que há de mais pernicioso no mundo da política, sempre é claro, em benefício deles mesmos.
Já passou da hora, há muito tempo, para que o bauruense faça um exame de consciência do seu comportamento como eleitor, como tem votado, em quem tem votado, quais os critérios na escolha dos seus candidatos e principalmente questionar sua consciência: será que com meu voto eu ajudei a construir ou a destruir minha cidade?
Nossa cidade está estagnada, estamos perdendo tudo que conquistamos no passado com muita luta, com raríssimas exceções, em se tratando de obras públicas temos recebido de “presente” Febem e penitenciárias sob o olhar complacente de nossos incompetentes administradores municipais.
Politicamente, Bauru não é muito diferente das outras cidades brasileiras, todas impregnadas com o vírus do político incompetente ou do mau caráter, o que nos difere é que aqui, felizmente, ainda existem pessoas que apesar de tudo continuam acreditando que a política é o caminho mais curto para as transformações necessárias na construção de uma sociedade mais justa e mais fraterna. A esta altura você, com certeza, estará me perguntando: “O que o Faustão tem a ver com tudo isso?”
É simples, muito simples... 2004 é ano eleitoral, estaremos elegendo nossos vereadores, prefeitos e vice-prefeitos, no momento do voto, quando você estiver exercendo sua obrigação e direito do voto, lembre-se da profundidade filosófica da tão decantada frase dominical do Fausto Silva, o Faustão: “Urna não é pinico.” Seriedade não faz mal pra ninguém e ajuda a eleger políticos sérios, pois, como dizia um outro filósofo “cada povo tem o governo que merece”. (Odair Machado - RG 4.969.663)