Uma assembléia para avaliar as propostas salariais dos condutores de veículos rodoviários, realizada na manhã de ontem, terminou em pancadaria. A polícia Militar foi chamada para manter a ordem no Sindicato dos Condutores de Veículos Rodoviários de Bauru (Sindtran). A chapa de oposição alega que a atual diretoria quer fechar o acordo para se legitimar como representante legal da categoria.
O sindicato reivindica a implantação de três turnos de trabalho e jornada de seis horas, reajuste salarial de 18,54% e melhorias no plano de saúde e no vale-alimentação.
A disputa pelo poder no sindicato vem desde janeiro deste ano e está na Justiça. A chapa de oposição reclama que a atual efetuou manobras para não permitir que os trabalhadores do setor elegessem seus “reais representantes”.
Segundo o representante oposicionista, Ademar Libânio Sério, o atual presidente do Sindtran, Elias Pinheiro da Silva, teria encontrado uma forma de se legitimar como representante da categoria. “É mais uma manobra da atual diretoria. Eles não foram eleitos e os trabalhadores temem que estejam do lado dos patrões”, diz Sério.
Ele acha que se Pinheiro fechar o acordo será legitimado no cargo. “Ele vai assinar o documento em nome da categoria, antes da decisão judicial.”
A oposição diz que os patrões estão apoiando a atual diretoria do sindicato. Enquanto isso, Sério continua tentando mobilizar os trabalhadores da categoria.
“Hoje (ontem), nós viemos para a assembléia e ficamos do lado de fora. Quando resolvemos entrar, fomos espancados pelos integrantes da situação.”
Na versão de Pinheiro, os integrantes da oposição queriam fazer uma assembléia paralela na rua, mas como não conseguiram, entraram e começaram o tumulto. “Acionamos a polícia para manter a tranqüilidade. A oposição está inconformada porque a chapa foi desfeita”, diz Elias Pinheiro da Silva, atual presidente do Sindtran.