O governador Geraldo Alckmin garantiu ontem que o novo Hospital Estadual (HE) de Bauru pode ser comparado a qualquer grande centro hospitalar particular do País. Ele, o secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, e o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) participaram de cerimônia no HE para a entrega de mais 185 leitos, dos quais 22 destinados à Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Para Alckmin, o novo Hospital Estadual chega para reforçar a vocação de Bauru como centro de excelência no setor de saúde do Estado e do País. O governador lembrou que a cidade já abriga o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (Centrinho/USP) e o Instituto Lauro de Souza Lima, dois centros de referência médica internacional.
“O Hospital Estadual, além de ser 100% SUS, vai prestar atendimento de alta complexidade com qualidade científica. É um centro com pessoas muito bem qualificadas e treinadas.”
Na opinião do governador, o mais difícil não é fazer a obra. “O mais difícil é prestar serviço público com qualidade. Esse é o grande desafio. Acho que o que a população mais quer é isso: ter o direito de ter um serviço público com qualidade. Esse é o esforço que estamos fazendo”, discursou.
Alckmin afirmou que a prestação de um serviço público com qualidade no setor de saúde é ainda mais importante porque é uma área que cuida de vidas humanas. “Temos obrigação de mostrar que o serviço público é bom, é de qualidade. Esse hospital consolida Bauru como um dos grandes centros de saúde do Estado e do País.”
“É um sonho”
O deputado estadual Pedro Tobias, que a exemplo do governador também é médico, mostrou-se emocionado com a entrega de mais 185 leitos do HE. “É um sonho realizado. Afinal, antes de ser político, sou médico. Esse hospital ficou só no esqueleto por mais de dez anos”, lembrou.
“E quando cobrei o governador, ele me falou: se tem que terminar, vamos terminar.” O parlamentar comparou a administração do Hospital Estadual ao sistema adotado na França, país onde viveu por alguns anos.
“Lá na França, a administração hospitalar também é comandada por instituições. E cabe à sociedade a fiscalização, a cobrança pela qualidade dos serviços.”
Tobias também fez questão de ressaltar a lisura do governo e da Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu - responsáveis pela administração do HE - na contratação dos funcionários, enfermeiros e médicos. “Tudo foi feito por seleção sem qualquer interferência e nomeações.”
O diretor da unidade, Emílio Curcelli, comentou que quando lhe foi incumbido o gerenciamento do HE, estabeleceu como meta a construção de uma unidade que se tornasse referência para todo o Estado.
“Já temos um grande hospital. Não está pronto, nunca ficará pronto porque sempre terá de avançar e melhorar.” Curcelli lembrou que o HE não vai só prestar atendimento à população. “É um hospital de aprimoramento, de reciclagem para nossos médicos.”