07 de julho de 2026
Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 4 min

PEIXE FATURA

O Santos acabou com o jejum de quatro jogos sem vitórias ao vencer o Internacional, de virada, e chegou a terceira colocação do Campeonato Brasileiro com 18 pontos. O Inter fica na vice-liderança com 19 pontos e o Cruzeiro, mesmo com a derrota para o Vitória, permanece na ponta com 21 pontos. Os santistas agoras se concentram para o segundo jogo contra o Cruz Azul, quarta-feira, na Baixada Santista, pela Copa Libertadores. Uma vitória classifica o Peixe às semifinais da competição. Pelo Brasileirão, o Santos volta a atuar no próximo domingo, novamente na Vila Belmiro, contra o São Paulo. Apesar da vitória, o glorioso alvinegro praiano parece ter sentido o cansaço da viagem para o México e o jogo contra o Cruz Azul, além da altitude. Apático, os Meninos da Vila criaram apenas uma boa jogada em todo o primeiro tempo através de Robinho. Foram 30 passes errados contra 20 dos gaúchos. Para completar um primeiro tempo ruim, o meio-campo Renato, que não havia levado nenhum cartão amarelo nesta competição, e passou todo o Brasileirão do ano passado sem receber cartões, foi advertido depois de uma entrada forte sobre Daniel Carvalho. O Inter saiu na frente e colocou justiça no marcador. Mas Leão corrigiu os erros do Santos, que melhorou de rendimento, fez os dois gols e mereceu a vitória de ontem, a quinta no Brasileirão - de quebra, mantem-se com a defesa menos vazada com nove gols sofridos em dez jogos.

TRICOLOR FATURA

Contra o Grêmio, o São Paulo levou a melhor no duelo dos tricolores, conquistando a sua primeira vitória do fora de casa no Brasileirão. Com o resultado, o Tricolor paulista encostou nos líderes e chegou a 18 pontos. Já os gaúchos permaneceram com 11, na zona intermediária da classificação. Mesmo jogando fora de casa e sem contar com um bom futebol de Kaká, o São Paulo saiu para o jogo, pressionando o Tricolor gaúcho. Nos dez minutos finais, o Grêmio, sem criatividade no ataque, não criou muito perigo ao gol defendido por Rogério Ceni. Ao São Paulo, coube tocar a bola e esperar o apito final do árbitro.

TRANQUILO

Sábado passado, o reencontro do Corinthians com sua torcida, após a eliminação da Copa Libertadores foi dos melhores. O Timão jogou bem e ganhou tranquilamente do Juventude no Pacaembu. Depois de fazer o terceiro gol, o Corinthians passou a jogar em ritmo de treino. Se forçasse, aplicaria uma tremenda goleada na equipe gaúcha. Para selar a paz entre jogadores e torcedores, nos minutos finais, a Fiel iniciou o coro de “olé” enquanto os corintianos tocaram a bola.

SUBINDO

Mesmo jogando fora de casa e sob o frio da Serra Gaúcha, o Palmeiras goleou o Caxias, com quatro gols, bom futebol e muita disposição. Foi a segunda vitória consecutiva do Verdão que sobe agora para oito ponto, encostando nos líderes da Segundona. Está subindo de produção. Vamos torcer para o Palmeiras retornar ao grupo de elite do Campeonato Brasileiro, porque se trata de um dos maiores clubes do País.

CAMPEÃO

O Cuiabá conquistou o título de campeão matogrossense ao derrotar o Barra por 3 a 2, no Verdão, na capital do Mato Grosso. O Cuiabá foi fundado em 2001 pelo ex-jogador Luiz Carlos Toffoli, o Gaúcho, que já jogou no Flamengo, Palmeiras e Atlético-MG. Na Copa São Paulo em Bauru, em janeiro, eu, Celso Zinsly, o músico Isaac e o parquinhense Teixeira, conversamos muito - e tomamos muita cerveja - com Gaúcho. Grande figura.

FENÔMENO

O atacante Ronaldo, do Real Madrid, comemorou ontem dez anos como profissional. Ainda com o sabor da vitória no sábado, contra o Valencia (marcou dois gols), o craque lembrou o dia da estréia pelo Cruzeiro, quando tinha 16 anos: “Dez anos se passaram e tanta coisa aconteceu que poderiam ser 20. Ainda tenho um grande futuro pela frente e quero continuar jogando enquanto o futebol me der alegria”. Com 17 anos, Ronaldo já era tetracampeão do mundo.

100% BRASIL

O Brasil roubou a cena nas 500 Milhas de Indianápolis. Gil de Ferran foi o vencedor da corrida, Hélio Castro Neves ficou em segundo e Tony Canaan em terceiro. Um pódio verde-amarelo, portanto, na mais badalada prova do automobilismo norte-americano. Gil chegou pouco à frente de Helinho, um dos cinco pilotos em todos os tempos a ter vencido a corrida por dois anos consecutivos. Buscava o inédito tricampeonato. Com a vitória de Gil de Ferran, o Brasil tem agora cinco títulos. Os outros foram obtidos duas vezes por Emerson Fittipaldi e duas por Hélio Castro Neves.