08 de julho de 2026
Geral

Festas juninas beneficiam entidades

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 5 min

Solidariedade somada à diversão. Esta é a fórmula encontrada pela comunidade para ajudar as entidades filantrópicas a superar a crise econômica e a manter seus projetos. Escolas, empresas e clubes de funcionários organizam festa junina e autorizam as entidades a explorar as barracas. Os organizadores têm diversão garantida e as entidades, renda adicional.

A dupla finalidade das festas juninas tem agradado as instituições, confirma o diretor da Creche Nova Esperança, Nelson Bastos. “Neste ano, os voluntários da nossa entidade vão participar das festas do Colégio Seta, da Tiliclube, da Sukest e dos Correios”, conta.

Bastos acha que a idéia rende bons frutos. “Em cada uma delas conseguimos arrecadar uma média de R$ 600,00. O dinheiro ajuda a sustentar programas que desenvolvemos com a população carente da Vila Nova Esperança, Parque Jaraguá, Parque Santa Edwirges e bairros adjacentes”, explica.

Ele frisa que neste ano o dinheiro que for arrecadado será revertido na reposição dos computadores furtados. “Temos um programa voltado para adolescentes, que visa habilitá-los para o trabalho. Eles freqüentavam aulas de informática. Como os computadores foram furtados, tivemos que suspender as aulas”, conta.

Além desse projeto, a creche auxilia os carentes na compra de remédios, cesta básicas. “Temos cursos de culinária, pintura e bordado que necessitam de material que é adquirido com rendas extras, que recebemos durante o ano”, diz.

No Tiliclube, clube dos funcionários da Tilibra, os voluntários da creche vão vender pastel. Na festa do Colégio Seta, vão comercializar bebidas. Já na festa dos Correios a creche vai montar uma barraca de brincadeiras. Na festa da Sukest, ainda não está definida qual barraca a entidade vai montar. “Os Correios oferecem a barraca pronta e os brindes que eles arrecadam com uma gincana entre os funcionários. Toda a renda é nossa”, comemora Bastos.

Outra entidade benefiada com as festas juninas solidárias será o Projeto Girassol, que funciona no Núcleo Fortunato Rocha Lima, um dos bairros mais carentes da cidade. “É uma parceria perfeita. As pessoas se divertem e a entidade fica com o recurso para manter seus projetos educacionais”, explica a presidenta do projeto, Lúcia Helena Turini.

De acordo com ela, a média de arrecadação é de R$ 400,00 a R$ 600,00 por festa. “As entidades não têm condições de promover festas sozinhas. O espaço oferecido pelas escolas e empresas, pela iniciativa privada de modo geral, é de suma importância para a entidade”, ressalta.

“Nós usamos o dinheiro da renda da festa para comprar material pedagógico, alimentos e manter cursos profissionalizantes”, diz.

O Projeto Girassol atende 150 crianças de 7 a 14 anos e 170 adolescentes e adultos nos cursos profissionalizantes”, afirma Lúcia Helena.

Há quatro anos o Colégio Seta promove a festa junina com a parceria das entidades filantrópicas. “Foi uma idéia que veio da nossa sede, em São José do Rio Preto. Implantamos aqui e deu certo. A finalidade é dupla: diversão e solidariedade. Os pais dos alunos aprovam a iniciativa”, conta a diretora pedagógica da escola, Maria da Graça Pacola.

De acordo com ela, nos quatro anos as entidades que exploraram as barracas conseguiram boa renda. “São seis entidades beneficiadas. Elas exploram as barracas de alimentação, bebidas e brincadeiras. No ano passado tivemos um público em torno de 2 mil pessoas”, lembra.

Segundo a diretora, a escola oferece o espaço decorado para que a entidade comercialize seus produtos. “Nós decoramos todas as barracas de maneira uniforme para a festa ser bonita”, frisa.

Caipira na raiz

Manter a tradição com todos os detalhes e ajudar as entidades filantrópicas. Esta é a finalidade da festa junina que o Tiliclube realiza anualmente, explica a relações públicas do clube, Márcia Teixeira. “Nós escolhemos entidades que têm funcionários nossos trabalhando como voluntários”, conta.

De acordo com ela, nove barracas são exploradas pelas seis entidades e a média de freqüentadores da festa chega a 1.500 pessoas. “É o quarto ano que realizamos a festa neste esquema. Acredito que as entidades tenham um bom lucro porque são as mesmas desde o início”, opina.

A festa, segundo ela, é bem tradicional. “Temos fogo, reza, procissão, quadrilha, forró e toda alimentação e bebidas que compõem as festas juninas. Os funcionários levam os amigos que se confraternizam com a gente e ajudam as entidades”, ressalta.

A relações públicas se coloca à disposição para informações sobre o esquema desenvolvido para ajudar as entidades. “Eu acho que outras empresas, clubes e escolas poderiam fazer a festa junina e, ao mesmo tempo, dar espaço para que as entidades explorem as barracas”, diz.

Ajuda extra

Pelo segundo ano consecutivo, a Sukest vai realizar a festa junina solidária. Além de terceirizar as barracas, os organizadores oferecem 200 convites para que as entidades vendam e fiquem com o recurso arrecadado.

De acordo Danielle Zacaib de Oliveira, funcionária do departamento de recursos humanos da indústria, no primeiro ano passaram pela festa cerca de 450 pessoas. “Para este ano estamos aguardando 600 participantes”, conta.

Na festa da empresa participam seis entidades com barracas de alimentação e diversão. “Todo o faturamento das barracas são delas”, conta.

• Serviço

A festa da Sukest será realizada no dia 7 de junho, no Clube dos Funcionários da Tilibra (no Jardim Europa, ao lado do Baroninho Gol); a festa da Tilibra será no dia 21 de junho, também no Clube dos Funcionários da Tilibra; a festa do Colégio Seta será no dia 28 de junho, na escola. A data da festa dos Correios ainda não estava definida.

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Interdição

Os moradores de Bauru que pretendem se reunir com os vizinhos e amigos para a tradicional fogueira de São João ou outra data não podem esquecer de pedir autorização para interditar a rua, avisa a assessoria de comunicação da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb).

Para conseguir a interdição, o interessado deve encaminhar pedido detalhado para o setor de protocolo da prefeitura, segundo a assessoria de comunicação da empresa. O pedido vai para a Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan). Após análise, a secretaria encaminha o pedido para a Emdurb, que faz a interdição.

O solicitante assina um documento comprometendo-se a cuidar das barreiras para interdição da rua colocadas pela Emdurb. Em 2002 foram pedidas 70 interdições de ruas para a realização de festas juninas. Em 2003, até ontem, haviam sido feitas 12 solicitações.