08 de julho de 2026
Cultura

Uma Ética Moral

Por Adelaide Magalhães | Especial para o JC Cultura
| Tempo de leitura: 1 min

Talvez a perda das religiões tradicionais tenha feito com que o homem moderno buscasse em seitas, mantras, horóscopos, pessoas com faculdades divinatórias, falsos profetas, pitonisas, um caminho que o protegesse dos perigos ou atalhos para a felicidade.

É a ânsia por algo espiritual, essa busca incessante da criatura humana para atingir o incompreendido, os mistérios da nossa existência.

Mesmo o mais ferrenho materialista teve num momento talvez fugaz da sua vida, um laivo de desejo de se alinhar ao sobrenatural.

Acredito que o homem não-religioso conseguisse uma ética moral para viver melhor num mundo que se esforça para ser mais civilizado, seguindo as sábias normas prescritas pelo Dalai Lama:

“Que eu me torne em todos os momentos, agora e sempre, um protetor para os desprotegidos, um guia para os que perderam o rumo; um navio para os que têm um oceano a cruzar, uma ponte para os que têm rios a atravessar, um santuário para os que estão em perigo, uma lâmpada para os que não tem luz, um refúgio para os que não tem abrigo e um servidor para todos os necessitados.”

Esses preceitos visam, num todo, a nossa doação. É a compaixão por quem sofre, a ajuda aquele que precisa, a palavra tranqüilizadora ao atormentado, o agasalho para quem tem frio, a orientação ao jovem desajustado, a palavra de reconciliação à família desunida, o abraço num descriminado, uma partilha dos nossos bens, o sorriso para um desconhecido, uma mão estendida para levantar quem caiu. (Escritora e colaboradora de Ju Machado - Escritório de Arte)