08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Preço dos combustíveis


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No JC de sábado (24/05), saiu uma reportagem a respeito da não aceitação de cartões de crédito por parte dos proprietários de postos de gasolina da cidade. E ao longo da reportagem colocações diversas tentam explicar e justificar aquilo que não tem nem explicação nem justificativa. Senão vejamos.

Há dois meses, a gasolina estava sendo negociada em Bauru ao preço médio de R$ 2,20. Hoje encontramos o mesmo produto a R$ 1,75. São R$ 0,45 por litro mais barato. Segundo o presidente do Sincopetro, um posto médio vende 150 mil litros de gasolina-mês. Não precisa ser gênio para calcular que um posto desse fatura mensalmente R$ 67.500,00 e anualmente R$ 810 mil só na diferença de preço, dinheiro que dá para comprar 54 carros populares por ano.

Justificar a quebra de sete ou oito postos em conseqüência da promoção é o mesmo que pedir a população que se deixe lesar passivamente. Não é por aí. Esses postos quebraram devido ao excessivo número de postos que só sobreviviam em Bauru às custas de um preço irreal que, durante muito tempo, foi “ralado” do bolso, quase sempre de uma maioria, que deixa na bomba, por questão de necessidade e sobrevivência, tudo aquilo que consegue ganhar no dia a dia.

Todos nós temos, nesses dias difíceis que atravessamos, de fazer o possível e o impossível para manter nossos negócios. E os donos de postos não são diferentes. É um negócio que tem despesas altíssimas. O que não se consegue concordar é com os exageros. E eles estavam sendo escandalosamente praticados em Bauru. (Vitor Rodrigues Ruiz - RG. 11.225.892)