09 de julho de 2026
Polícia

Conseg volta a pedir câmeras de vídeo na av. Getúlio Vargas

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

O Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Centro/Sul, que há mais de dois anos tenta viabilizar a instalação de câmeras de vídeo na avenida Getúlio Vargas e área central da cidade como forma de combate à criminalidade e infrações de trânsito, reuniu-se ontem na Câmara Municipal de Bauru para discutir com os vereadores as alternativas que podem ser empregadas para solucionar os problemas da avenida.

A reunião foi realizada na Câmara porque alguns vereadores posicionaram-se contra a instalação de câmeras de monitoramento na Getúlio e na área central. Dois comerciantes instalados na avenida expuseram, na reunião, que veículos com som alto e vandalismo são constantes na via.

“Eles relataram que durante o período em que a Polícia Militar intensificou o policiamento, a situação melhorou. Porém, há poucas semanas, os problemas voltaram a ocorrer”, diz segundo o capitão Benedito Roberto Meira, comandante da 1ª Cia da Polícia Militar.

Um deles teria dito que já está procurando outro imóvel em função dos problemas da Getúlio. “Alguns comerciantes estão desistindo de manter seu comércio naquela área da cidade. Nos finais de semana a freqüência é péssima. Usuários de drogas abandonam seringas usadas, garrafas e todo tipo de material”, conta Meira.

Uma gravação sobre a implantação de câmeras de vídeo na cidade de Praia Grande foi apresentada pelo capitão Meira. “Depois da instalação das câmeras a queda no índice de criminalidade nas áreas críticas atingiu 40%”, conta.

O Conseg solicitou que a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb) custeasse a implantação das câmeras com recursos das multas de trânsito. Porém, a Emdurb emitiu parecer contrário, alegando que ocorreria desvio de finalidade.

Duas leis municipais, uma de Caraguatatuba e outra de Hortolândia, foram apresentadas na reunião como opção para solucionar os problemas. “A de Hortolândia prevê o fechamento de bares a partir de determinado horário no locais onde o índice de violência é crescente”, conta o capitão Meira.

A lei municipal de Caraguatatuba limita o índice de som e estabelece uma multa para o infrator. Uma nova reunião foi agendada para que os vereadores se posicionem e sugiram soluções práticas.