08 de julho de 2026
Regional

DIRs contestam ranking da Saúde

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

O ranking dos indicadores da saúde da mulher, divulgado esta semana pela Secretaria de Estado da Saúde, traz a região de Botucatu e de Marília em 13.º e 15.º lugar, respectivamente, na classificação geral. O levantamento engloba as 24 Diretorias Regionais de Saúde (DIRs) do Estado de São Paulo e foi feito entre 1996 e 2001. As diretorias de Botucatu e de Marília contestam os resultados.

Foram avaliadas os números de cesáreas, mortalidade materna, mortalidade neonatal precoce (antes de sete dias de vida), baixo peso ao nascer e incidência de sífilis congênita.

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde, a classificação utiliza dados antigos (de 1996 a 2001) porque era necessário um período maior para uma análise mais apurada. O ano de 2002, segundo a assessoria, ainda não foi fechado devido a investigações de mortes maternas que ainda estão em andamento.

A escala dos índices teve pontuações entre 1,000 (melhor) e 0,000 (pior). Em primeiro lugar ficou a região de Presidente Prudente com média 0,735, seguida por Araçatuba (0,731), Campinas (0,717), Assis (0,675) e Piracicaba (0,650).

Entre as piores classificadas estão as regiões de Ribeirão Preto (0,412), Registro (0,383) e a cidade de São Paulo (0,377), que ficou em último lugar. Bauru, com média 0,627, ficou com a sétima posição. Botucatu teve média 0,560 e Marília 0,531.

Segundo o levantamento, Botucatu teve altos índices de crianças abaixo do peso e sífilis em recém-nascidos. A média de Marília foi reduzida pela alta taxa de cesáreas e de mortalidade neonatal precoce, indicativos de pré-natal deficiente.

De acordo com Cecília Cristina Togashi, da DIR de Marília, ainda não há como avaliar o ranking porque não foram divulgados os números reais da pesquisa ou a metodologia usada para chegar aos resultados.

“Estamos esperando a classificação completa para podermos comparar com as outras regiões”, disse. “Toda a avaliação deve ser levada em conta, mas ainda não sabemos quais os índices que deixaram Marília nessa posição.”

A diretora lembra que Marília possui o Hospital da Mulher - uma referência regional no atendimento a gestantes. “Atualmente, não há demanda reprimida de gestantes. Todas têm o pré-natal e o parto garantidos, com todos os exames. Não há dificuldade de acesso”, afirma ela.

A diretora da DIR de Botucatu, Fátima Maria Padovani, disse que o ranking não pode ser interpretado como uma lista das melhores e das piores.

Segundo ela, o Hospital das Clínicas de Botucatu, por exemplo, é preparado para receber casos complicados e pacientes de risco de toda a região. Por esse motivo, é esperado que haja mais casos de óbito na cidade.

Para Fátima, os dados não dizem que o atendimento à mulher no município é ruim, mas que existe maior ocorrência de alguns itens, porque o atendimento é maior.

A Secretaria de Saúde, através de sua assessoria, informou que pretende implementar ações nos municípios, através das DIRs, para reverter os números negativos do ranking e ajudar a melhorar ainda mais os satisfatórios.