Os membros da executiva e do diretório municipal do PFL vão se reunir na manhã de hoje, na sede do partido, a partir das 10h30, para discutir, dentre outros assuntos, o afastamento do presidente da legenda, Dudu Ranieri, por 60 dias.
Segundo nota oficial encaminhada à imprensa, Ranieri, que é vice-prefeito de Bauru, pretende com o afastamento mostrar que não tem intenção de legislar em causa própria diante da frágil situação política em que se encontra o prefeito Nilson Costa (PTB).
Nilson enfrenta denúncias de irregularidades em sua administração devido a um pagamento antecipado de R$ 340 mil à empresa Bom Bife, fornecedora de carne da merenda escolar.
A denúncia está sendo apurada pela Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Carne instalada pela Câmara Municipal.
O relatório conclusivo da investigação está sendo redigido e será conhecido até segunda-feira. Há chances de o documento pedir a abertura de Comissão Processante (CP) para apurar responsabilidades do prefeito no caso.
Ainda segundo a nota divulgada pelo PFL, diante desse quadro político, dirigentes e militantes do partido acham que o vice-prefeito deve se afastar do comando da legenda para evitar “especulações maldosas” que possam vir a comprometer sua “lisura política”.
Também consta na pauta de discussões da reunião de hoje a acomodação político-partidária na Câmara Municipal após as cassações dos mandatos dos vereadores Osvaldo Paquito (PPS) e José Humberto Santana (sem partido) e as renúncias de Walter Costa (PPS) e Roberto Bueno (PTB).
O PFL foi o primeiro partido a anunciar publicamente fechamento de questão para a cassação dos mandatos dos quatro vereadores. Na seqüência, o PL também seguiu a mesma decisão pefelista.
Outro assunto que será debatido entre os militantes é a crise político-administrativa da gestão Nilson Costa. Especificamente sobre esse assunto, o PFL vai emitir um manifesto ao final da reunião de hoje para se posicionar.
Especula-se que se a CEI da Carne pedir a instalação de uma Comissão Processante para o prefeito Nilson Costa o partido deverá fechar questão pela aprovação da solicitação.
Se isso ocorrer, os vereadores Paulo Eduardo Martins Neto e Catarina Carvalho, ambos pefelistas, vão ser obrigados a seguir a orientação da legenda sob pena de aplicação de punições caso seja descumprida.