As técnicas e princípios do Feng Shui tornaram-se mundialmente famosas por direcionarem-se à busca da harmonização dos ambientes, principalmente os domésticos. Entretanto, seria possível aplicá-las aos automóveis a fim de tornar seus frios e desanimados interiores em um lugar cheio de boas energias e mais agradável de se conviver?
Para a farmacêutica e consultora em Feng Shui, a bauruense Deyse Moura, a resposta é sim. “Ele pode ser usado em tudo e nos mais diferentes níveis. Por isso, os carros não estão excluídos de suas teorias”, garante.
Mas como efetuá-las, na prática, em veículos? Segundo Deyse, uma das formas é a colocação de acessórios capazes de transmitir energias positivas e evitar a atração das negativas.
O principal deles é o Ba-Guá, instrumento considerado a base do Feng Shui, que pode ser afixado ao vidro dianteiro, atrás do espelho retrovisor interno. “Podem ser aqueles com sininhos, cujo som produzido auxilia na harmonização das vibrações”, explica a consultora, que possui um instalado em seu carro.
Outro item que colabora para a harmonia automotiva são os cristais. Estes podem ser introduzidos no veículo como um típico chaveiro, a exemplo do que faz Deyse no molho de chaves do seu automóvel, ornamentado com uma pedra rosa. “Os próprios cristais procuram e se identificam com as pessoas e, por isso, para escolhê-los não tem mistério. Se bater o olho e gostar, é esse o eleito”, ensina ela.
Deyse recomenda também o uso de símbolos religiosos, propícios para atrair boas sensações, em portas e vidros. “Eles são sagrados e trazem bem-estar às pessoas”, enfatiza a consultora. Ela acrescenta que, ainda na simbologia, há os que evocam proteção, como a chamada cruz de São Bento. “Estudos concluíram que ela possui energia semelhante à da pirâmide egípcia de Quéops. Por isso, é fonte poderosa contra vibrações negativas.”
Outro item que não pode faltar no interior do automóvel é o som. Para Deyse, o ideal é equilibrar os diferentes estilos musicais e não fixar-se apenas em um. “Quem gosta de rock pode alternar com ritmos mais amenos e vice-versa”, aconselha.
Entretanto, há acessórios que devem ser evitados, como os prismas e os protetores de grade dianteiros. Os primeiros, apesar de constituirem-se num dos principais instrumentos do Feng Shui, podem tornar-se perigosos. “Isso porque eles são feitos para refletir a luz, o que pode comprometer a segurança ao rodar”, salienta Deyse.
Já os conhecidos santantônios dianteiros, mesmo sendo projetados para aumentar a segurança em um eventual acidente, provocam desequilíbrios no ambiente, segundo a consultora. “Tê-lo no carro é um detalhe de nossa agressividade que não percebemos, porque posso até me proteger com ele, mas estarei agredindo outra pessoa”, frisa ela.
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Cores e números
A consultora Deyse Moura argumenta também ser viável, através do Feng Shui e de outras ciências, como a numerologia, determinar as melhores cores e números de placas mais indicados aos automóveis. Entretanto, para isso ela enfatiza ser necessário um estudo prévio feito por especialistas.
Ela justifica sua posição citando exemplos. “Imagine o que não poderia ocorrer com uma pessoa de temperamento explosivo que adquire um veículo vermelho, que é uma cor vibrante e estimulante”, diz Deyse.
Tão preocupante também é uma pessoa regida pelo elemento água comprar um auto cuja coloração o caracteriza como fogo, características que os estudiosos em Feng Shui podem determinar. “Como a água apaga o fogo, a pessoa pode vir a ter dificuldades em uma virtude que que ela apresente. Daí a necessidade de um especialista”, explica ela.
Mesmo assim, complementa Deyse, a regra básica para os donos de carros é escolher cores e números que lhes agradem e tragam tranqüilidade. “Afinal, é disso que precisamos no trânsito”, enfatiza. O mesmo “ensinamento” deve ser seguido no ato da compra do automóvel. “Deve ser uma decisão extremamente pessoal”, conclui a consultora.
Entretanto, a preocupação não deve ser apenas com as cores externas do veículo. Os tons e o material dos bancos também influenciam no “processo” de harmonização do ambiente. O ideal, conforme Deyse, seriam os de couro pela maior ligação com a natureza. “Tudo que vem dela é melhor”, afirma ela.
Entretanto, continua a bauruense, como tal forração é inacessível para muitos em virtude do preço, a receita é voltar a atenção para as cores, mesmo nos sintéticos. “Os tons mais claros, como os azuis e cinzas, são ótimos para quem dirije muito na estrada, pois tem como característica estimular a tranqüilidade”, ensina Deyse. “Já os mais escuros, como o preto, tendem a aflorar as emoções”, conclui.