Participou da reunião do Conselho Superior do Centro do Professorado Paulista, dia l6 de maio, na sede Central em São Paulo, Gabriel Chalita, secretário de Estado da Educação. Na ocasião o presidente do CPP, professor Palmiro Mennucci, apresentou as reivindicações dos professores. O ilustre visitante ouviu atentamente, mas deixou claro: declarou que o atendimento esbarra nas dificuldades de caixa que o Estado está enfrentando. Dia 24 de maio, o secretário Chalita esteve na Divisão Regional de Ensino de Bauru prestigiando a formatura de alunos-monitores. Na ocasião, a coordenadora da Apeoespe apresentou ao secretário uma lista de reivindicações, entre os pedidos, reajuste de 25% para os professores. O secretário declarou a todos os presentes que o Estado não tem condições de dar aumento aos professores.
O assunto comporta lembrar matéria publicada na Folha/Sinapse, n.ll (27/4/03), intitulada “O professor sumiu!”. Trata-se de uma análise sobre estudo realizado pelo Inep (Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais), órgão do Ministério da Educação. A análise inicia fazendo o seguinte alerta: “A exemplo do que aconteceu no setor de energia elétrica, o País está se arriscando a viver um não menor traumático apagão em uma área vital para o futuro brasileiro: a educação”.
O estudo do Inep projeta a falta de aproximadamente 250 mil professores da quinta a oitava série do ensino fundamental, e de todo o ensino médio no Brasil - uma realidade que só tende a se agravar, com o crescente aumento de matrícula nessas etapas escolares. Entre as principais causas da falta de professores estão o fato de outros mercados de trabalho estarem atraindo os formados. A difusão tecnológica e a sofisticação do mercado financeiro vêm recrutando, com maiores salários e melhores perspectivas de carreira, os estudantes recém-saídos dos cursos de graduação. Hoje, em São Paulo, há 2.300 professores sem licenciatura dando aulas na rede pública na área de ciências. Em química, quase l0% dos 5.700 professores são profissionais de nível superior sem formação pedagógica ou estudantes que ainda não terminaram a graduação.
Ressalte-se, o jornal Folha de São Paulo (27/5) no caderno Cotidiano, página C1, estampa um outdoor em cores com foto de um adolescente com os dizeres: “Afeto, essa é a grande lição”, com a inscrição - Publicidade Oficial . Texto da reportagem: Campanha publicitária de um programa da Secretaria de Estado da Educação tem um slogan semelhante ao título do principal livro do titular da pasta. O nome do livro do secretário Gabriel Chalita, que vem sendo apontado como um dos preferidos do governador Geraldo
Alckmin para concorrer à Prefeitura de São Paulo em 2004 pelo PSDB, é “Educação:Solução Está no Afeto”. O slongan da campanha Escola Família é “Afeto, essa é a Grande Lição”. Advogados e promotores consultados pela Folha consideram que o slogan configura promoção pessoal.Para o promor Nilo Spíndola Salgado Filho e o advogado Benedito Porto, está configurada a promoção pessoal, o que a Constituição veta. Nesse caso, Chalita pode sofrer ação por improbidade administrativa. Esse processo, pode levar à perda do cargo e até dos direitos políticos. Aqui em Bauru dois desses outdoors estão colocados, um na esquina da avenida. Comendador José da Silva Martha, quadra 5, com a rua Rubens Arruda (Jardim Estoril), o outyro na quadra l6, da avenida Nossa Senhora de Fátima, em frente da Escola Municipal “Wilson Monteiro Bonato”. Educação: a solução está no afeto em eleger o secretário da Educação prefeito de São Paulo.Não em atender os professores. (Rodolpho Pereira Lima - e-mail:rodolphoplima@ig.com.br)