Os anos 60 também são um período de grande efervescência para a arquitetura moderna. Em Bauru, edifícios dos arquitetos Fernando Ferreira de Pinho, Slioma Selter e Jurandyr Bueno Filho, entre outros, são exemplares.
A arquiteta Artemis R. F. Ferraz apelida tal época de reticências do moderno. “É a arquitetura do pós-Brasília, ainda hoje bastante representativa na paisagem da cidade”, avalia.
Apesar de ainda ser considerada moderna a produção realizada nesse período, há diferenças se comparadas à dos anos 50. “São obras do moderno, mas já como um estilo do moderno e não feitas pelos arquitetos que lutaram pela causa do moderno”, expõe a arquiteta.
Pinho é autor do projeto de um dos edifícios marcantes de Bauru: o Brasil Portugal, situado na esquina das avenidas Nações Unidas e Rodrigues Alves e projetado em 1961.
O arquiteto nasceu em 1921, na cidade do Porto, em Portugal, mas radicou-se em Bauru. Chegou à cidade em 1958 e projetou bairros residenciais, edifícios comerciais e residenciais, igrejas e residências unifamiliares.
Entre suas obras estão a Igreja São Benedito, a Igreja Matriz Santo Antônio, a Igreja Santuário Nossa Senhora de Fátima, o Edifício Comercial e o Edifício Caravelas.
Pinho, que morreu em 2000, é considerado um importante arquiteto para o processo de verticalização da cidade já que projetou muitos arranha-céus.
“A arquitetura do Pinho é muito importante para Bauru porque foi o que mais projetou na década de 60”, afirma Artemis.
O arquiteto bauruense Jurandyr Bueno Filho participou da criação do plano diretor de Bauru, na década de 60.
Projetou a Universidade do Sagrado Coração (USC), em que se observa o apelo à expressividade do concreto. A trajetória do profissional se estende aos dias atuais com atuação diversificada.
“A década de 60 merece ser melhor estudada”, sugere Artemis.