09 de julho de 2026
Bairros

Alunos de 50 escolas vão à Semana do Meio Ambiente

Por Rita de Cássia Cornélio | Com Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Mais de seis mil inscritos, 42 escolas de Bauru e oito de cidades da região. Este o balanço parcial, até ontem da 4.ª Semana Integrada do Meio Ambiente, que está sendo realizada até sexta-feira no Recinto Mello Moraes.

As atividades começaram na segunda-feira e estão reunindo todos os segmentos que trabalham com a questão ambiental no município. A média de visitação tem sido de mais de 500 alunos por período.

Estão participando do evento crianças de 2ª a 6ª série mediante inscrição prévia junto à Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma). Representantes de 19 instituições governamentais e não governamentais, além de universidades, também integram o evento.

O principal tema da semana é a água porque a Organizações das Nações Unidas (ONU) decretou 2003 como o Ano Internacional da Água Doce.

O evento conta com diversas atividades como teatro, entretenimento lúdicos, exposição de maquetes educativas, cachoeiras, aquários trazidos de Brasília, visando a conscientização das crianças quanto à importância da preservação dos recursos hídricos, explica Luiz Pires, titular da Semma

Ele chama a atenção para a contaminação dos lençóis freáticos por metais pesados, que compromete a reserva de água doce. Uma das chaves para preservar a água, diz Pires, é a mudança de comportamento, a educação da população.

Na opinião do titular da Semma, as pessoas precisam conscientizar-se de que pilhas, baterias de celular, automotivas e metais pesados de modo geral, têm que ter destino certo. “Todo rejeito doméstico ou industrial tem que ter como destino um local licenciado pela Cetesb”, afirma.

A contaminação por metais pesados pode comprometer os lençóis freáticos e tornar a água doce um recurso natural indisponível para uso doméstico. “Até um tempo atrás acreditava-se que a água era um recurso natural renovável. Hoje, sabemos que essa renovação não existe por causa das contaminações”, diz.

Para que a água disponível seja preservada existem duas armas, na opinião de Pires: a preservação e a educação. “A preservação depende da mudança de comportamento da população, que precisa conscientizar-se da importância da água. A educação se consegue através de eventos como esse que faz com que a criança vivencie a situação na prática”, frisa.

O titular da Semma frisa que o destino das pilhas domésticas deve ser o fabricante. “Todo fabricante e importador de pilhas é obrigado a receber o material de volta. Os supermercados precisam disponibilizar espaços para recolha do produto usado, da mesma maneira que as lojas de aparelhos celulares têm feito para recolher as baterias. Já as baterias automotivas são recolhidas pelos fabricantes, na base de troca”, declara.