Botucatu - O arcebispo dom Aloysio Leal Penna, de Botucatu (100 quilômetros a Sudeste de Bauru) comemora mais uma indicação da Pastoral da Criança ao Prêmio Nobel da Paz. “É uma honra muito grande. Isso mostra que o trabalho da pastoral está sendo reconhecido não só no Brasil, mas também no mundo todo”, disse.
Esta é a terceira vez consecutiva que a pastoral é indicada para receber o prêmio. Em 2001, o vencedor foi o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e no ano passado o prêmio ficou com o ex-presidente dos Estados Unidos, Jimmy Carter.
Dom Aloysio está há dez anos como presidente do Conselho Nacional da Pastoral. Segundo ele, existem projetos em andamento que buscam expandir, com auxílio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o trabalho voluntário da entidade.
Hoje, a pastoral está presente em 14 países. Três na África, dois na Ásia e nove na América Latina. No Brasil, a entidade atende a mais de 1 milhão de famílias, em 3.549 municípios.
De acordo com o arcebispo, a pastoral está presente em todas as dioceses, atendendo as famílias mais carentes. Os municípios da região são ligados basicamente às dioceses de Bauru, Botucatu, Marília, Ourinhos e São Carlos.
A indicação da pastoral para concorrer ao Prêmio Nobel da Paz foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na semana passada, em Brasília.
Participaram da cerimônia, além do arcebispo, representantes do governo, das igrejas evangélicas, dos judeus e dos muçulmanos, entre outros segmentos. Todos se comprometeram a trabalhar para a divulgação do trabalho dos 200 mil voluntários da entidade.
O anúncio do vencedor do prêmio deste ano será feito em novembro, em Oslo, na Noruega.
Atualmente, a rede de solidariedade atende cerca de 72 mil gestantes e 1,6 milhão de crianças menores de 6 anos. Entre os resultados mais expressivos está a queda do índice de mortalidade infantil nas comunidades atendidas pela pastoral para 14 mortes para cada 1.000 nascidos vivos. A média nacional é de 27 mortes.