11 de julho de 2026
Auto Mercado

'Não me abandone, por favor!'

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 2 min

“Não me abandone, por favor.” Bem que este trecho da música “Não se Vá”, sucesso do final da década de 60 da dupla Jane e Erondy, poderia ser aplicado aos limpadores de pára-brisa. Isso porque muitos motoristas só se lembram deles quando chove, um dos piores momentos para descobrir que o equipamento não está funcionando corretamente ou apresenta problemas.

A preocupação é relevante porque, durante períodos de estiagem, a ação do sol, do vento e da poluição colaboram para ressecar as lâminas de borracha, diminuindo a capacidade de limpeza do vidro. “O que mais as deterioram, certamente, é a luz solar”, adverte o engenheiro mecânico Luís Daré Neto.

Desta forma, efetuar a manutenção preventiva e tomar alguns cuidados básicos, não apenas em dias chuvosos, é fundamental para garantir a plena eficiência do sistema.

Uma das primeiras providências, segundo o engenheiro, é mantê-las sempre limpas, lavando-as em conjunto com o carro. Também é recomendável observar se não estão grudadas ao vidro. “Nesse caso, deve-se desgrudá-las para que não forcem ou até queimem o motor do limpador”, afirma ele.

O “motorzinho” do limpador é outro item que merece atenção, conforme Daré Neto. O ideal é efetuar uma revisão eletro mecânica. “Isso pode ser feito em uma auto-elétrica”, afirma o engenheiro.

Mesmo com a higienização periódica, as palhetas devem ser substituídas. Um indício de que chegou esse momento, conforme Daré Neto, ocorre quando as mesmas começam a não efetuar a limpeza corretamente. Elas não custam muito e por isso vale a pena efetuar a troca.

Outro cuidado importante para garantir a vida útil das palhetas é verificar sempre o nível do líquido do limpador. “A água é o melhor produto, pois já evita que o limpador funcione a seco diretamente no vidro”, enfatiza o engenheiro.

As hastes que sustentam as palhetas também são componentes importantes, mas o proprietário do automóvel deve preocupar-se apenas se as mesmas possuirem defeitos graves. “Se estiverem excessivamente tortas, prejudicam o funcionamento do pára-brisas, já que as borrachas podem não encostar direito no vidro”, ressalta o engenheiro.

Mas não são apenas os limpadores do pára-brisa que necessitam de cuidado. Os automóveis possuem uma quantidade enorme de componentes de borracha, que também merecem atenção dos motoristas.

Um dos mais importantes são as existentes nas suspensões. Por isso, quando for lavar seu veículo, evite aplicar nelas óleos de natureza vegetal, como o de mamona. Segundo o engenheiro Luís Daré Neto, este fará com que a borracha inche e, após um período de tempo, diminua a sua resistência mecânica.

O mesmo tipo de óleo também deve passar longe dos coxins - espécie de mola que serve para absorver as vibrações - do motor.