Araraquara - No Centro de Ressocialização (CR) de Araraquara, os quase 160 reeducandos trabalham e estudam. Lá, os detentos são obrigados a freqüentar as aulas diariamente, caso contrário, são advertidos com anotações em seus prontuários. O ensino faz parte do programa que objetiva reintegrá-los à sociedade.
O gerente administrativo da Associação de Proteção e Assistência Comunitária (Apac), Glindon Ferrite, explica que todos os sentenciados têm a obrigação de estudar, seja na alfabetização, ensino fundamental ou médio.
Na unidade local, as faltas são punidas com advertências, perda de emprego e até fim de pedidos de liberdade condicional.
Atualmente, existem apenas duas professoras que lecionam para quatro turmas, durante a tarde e noite. Os reeducandos ficam duas horas por dia nas salas de aula e o resultado tem sido positivo.
De acordo com Ferrite, a maioria dos presos cursa o ensino fundamental. Em dezembro do ano passado, 29 reeducandos receberam o diploma de conclusão do ensino fundamental numa solenidade de formatura. Eles participaram de um projeto que durou 11 meses, desenvolvido pela Apac.