Novo foco Tradicionais analistas políticos ouvidos pelo JC entendem que amanhã será um dia decisivo não só para a definição da permanência de Nilson Costa (PTB) ou não na prefeitura, mas para o início de um novo capítulo onde também a Câmara Municipal de Bauru poderá voltar a ser exposta a pressões, denúncias e até mesmo ameaças.
Amostra Nos últimos dias, por exemplo, a cidade e a classe política já tiveram uma amostra, com panfletos, ameaças, acusações e de tudo mais que poderá vir por aí. Até que se decida a cassação ou não, poderemos ter de um a três meses de um verdadeiro cenário de guerrilha e intrigas, que pode representar grave risco à integridade daquela instituição.
Cidade discute Há muito tempo não se via uma mobilização tão grande na cidade por um assunto que, de fato, requer a participação da comunidade, uma vez que aqueles que vão decidir pela instalação ou não de Comissão Processante para o prefeito Nilson Costa só estão nesta condição porque o povo os colocou lá.
Clamor das ruas Nada mais coerente, portanto, que a sociedade se manifeste e que os parlamentares dêem ouvidos a quem representam no Poder Legislativo. Claro que cada qual deve também respeitar suas convicções, mas não devem, de forma alguma, fazer vistas grossas ao clamor que vem das ruas, algo que quando ocorre é porque um fato muito sério requer.
Tribuna especial A tribuna do leitor de hoje, nas páginas 26 e 27, é um exemplo do que dissemos acima. Desde o início do processo, veiculado pelo JC antes mesmo de se instalar a CEI para investigar a compra de carne pelo governo municipal, o jornal tem aberto espaço para a manifestação dos mais variados segmentos sobre a crise. Hoje, atingimos o ápice dessa interatividade com os leitores/cidadãos através dessa tribuna especial.
Opinião pública Por isso, os vereadores devem estar muito atentos às vozes predominantes que vêm da opinião pública. Não há quem possa opinar melhor sobre os destinos da cidade do que seus moradores, ainda mais em se tratando de um julgamento que não é jurídico, e sim político, no Legislativo. E mesmo porque, quem paga o salário dos políticos é o povo e é este mesmo povo quem sofre com atos inconseqüentes.
Sem licença A repercussão do encontro que manteve com Izzo Filho outro dia fez o vice-prefeito Dudu Ranieri desistir de se afastar da presidência do PFL. Dudu disse que não queria se pronunciar porque será o beneficiário direto em uma eventual cassação de Nilson. “Mas foi só o Izzo fazer uma visita de cortesia que a situação mudou”, reclama.
Até quando? Além da enorme repercussão local, Bauru, infelizmente, está novamente sendo comentada nacionalmente por problemas criados por políticos. Lamentável. Isso afugenta investimentos e desanima a população. Até quando vamos perder mais tempo com as mazelas políticas do que com as realizações positivas?