Os skatistas de Bauru têm apenas um half (obstáculo para execução de manobras) público. A pista, administrada pela Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Semel), fica na avenida Nuno de Assis, ao lado de duas quadras poliesportivas e de um campo de futebol de areia.
Amauri Gamba, diretor do Departamento de Esportes da Semel, conta que entre 20 e 30 skatistas costumam usar o half. “A gente dá incentivo, cede ônibus para eles participarem de competições, mas temos só uma pista”, diz. No half não é exigido o uso de equipamentos de segurança.
Ao lamentar a morte de Rodrigo Alexandre, Gamba lembra que muitos skatistas abusam da velocidade nas ruas. “Eles gostam de praticar o esporte nas praças, mas também em lugares perigosos. Outro dia dois ou três skatistas desceram a rua Silva Jardim, que é inclinada, em alta velocidade”, lembra.
Jorge Sakashita, presidente do Centro Esportivo e Social de Bauru (Cesb), Organização Não Governamental (ONG) que incentiva a prática de esporte, ressalta que faltam espaços adequados para a prática do skate em Bauru. “Falta incentivo, lugar para praticar o esporte. Já falaram que Bauru tinha mil skatistas, mas hoje são poucos porque não tem pista”, afirma.
Praticar o esporte nas ruas é muito mais perigoso, na opinião de Sakashita. Ele confirma que a maioria dos skatistas não usa os equipamentos obrigatórios. “Além de ser um pouco incômodo mesmo, o preço dificulta”, explica.
A Cesb, segundo Sakahita, está tentando viabilizar um espaço no Sambódromo para a prática de vários esportes como dama, xadrez e ping-pong. “É um meio de combate às drogas e à depressão”, afirma.