09 de julho de 2026
Regional

Vandalismo destrói casas populares

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

Piratininga - Um flagrante de desperdício do dinheiro público. Assim pode ser definido o que vem acontecendo com as 21 casas construídas pelo governo federal em Piratininga (13 quilômetros a Sudoeste de Bauru). Enquanto aguardavam a vistoria da Caixa Econômica Federal (CEF), as casas foram aos poucos sendo depredadas pela ação de vândalos.

Praticamente todas foram alvo de destruição. Com as portas amassadas, fechaduras danificadas, janelas sem trinco e vidros quebrados, mesmo antes de serem entregues aos novos proprietários, as casas precisam de reforma.

Além da depredação, algumas apresentam outros problemas, não menos graves, como infiltração.

Com uma área construída de apenas 36 metros quadrados, as moradias foram concluídas há cerca de um ano, mas só há um mês a Sabesp concluiu a instalação da rede de água e esgoto.

As casas estão em pontos distintos da cidade - nove no Jardim Panorama, nove no Núcleo dos Servidores Municipais e outras três em terrenos espalhados pela cidade. Os terrenos foram doados pela prefeitura.

Por serem custeadas com dinheiro do governo federal, antes de serem entregues à população de baixa renda, as casas populares precisavam passar por vistoria de um engenheiro da CEF.

Enquanto isso, os imóveis permaneceram vazios e transformaram-se em alvo fácil para depredações. Segundo o vereador Claudinei Aparecido Balduino (sem partido), diante do fato, a Câmara passou a ser pressionada pelos futuros proprietários a agilizar a entrega das moradias.

De acordo com o prefeito Odail Falqueiro (PFL), a vistoria só foi feita na sexta-feira passada e as casas devem ser entregues até, no máximo, terça ou quarta-feira da semana que vem.

Para evitar novas depredações, o prefeito informou que fez um acordo com a CEF e deve entregar os imóveis do jeito que estão; sem reformas.

Segundo Falqueiro, as melhorias necessárias só serão feitas quando as famílias estiverem nas casas. Na opinião dele, isso evitará que depois de reformados os imóveis voltem a ser destruídos.

A proposta, segundo o prefeito, foi aceita pela CEF. A substituição de portas, fechaduras, vidros e janelas deve ser feita com o dinheiro que sobrou da construção das casas - cerca de R$ 4,8 mil.

Os recursos fazem parte do programa Morar Melhor e foram liberados à fundo perdido pelo governo federal. Ou seja, a prefeitura não precisa devolver o dinheiro para a CEF.

Ao todo, Piratininga recebeu R$ 150 mil para a construção das casas. Outros R$ 10 mil foram fornecidos pela prefeitura, como contrapartida. Cada uma custou em média R$ 7,5 mil e serão destinadas às famílias que moram em condições precárias.

De acordo com o prefeito, a lista dos futuros proprietários já está pronta. Falta apenas fazer o sorteio para saber qual casa eles ocuparão. O dia da entrega será definido hoje em uma reunião entre o prefeito e as famílias contempladas com as moradias.

Falqueiro disse que será cobrada uma mensalidade “simbólica” dos contemplados. O valor será equivalente a 10% do salário mínimo. Ou seja, R$ 24,00 nos valores atuais.

Os imóveis serão entregues com infra-estrutura básica, como água, luz e esgoto. O asfalto, no entanto, ainda falta nas casas construídas no Núcleo dos Servidores Municipais.