08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Quais serão as conseqüências?


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O prefeito municipal, professor Nilson Ferreira Costa, está sendo submetido ao maior teste público por que pode passar um político, ou seja, a instalação de uma Comissão Processante para julgar seus atos como administrador público. Independente de interesses políticos que via de regra conduzem um ocupante de cargo público a esta situação, a exposição agressiva e condenatória do homem antes do político leva à grande maioria das pessoas a idéia da prática de corrupção, que apesar de moeda corrente em nosso país, nem sempre é uma verdade. Em busca dessa verdade, há que se certificar com absoluta segurança das benesses alcançadas em proveito próprio com tal comportamento. Isto não nos parece materializar-se no caso do atual chefe do executivo. Seu passado de dedicação ao Lar Escola Rafael Maurício, cujo trabalho profícuo nos permite acreditar ser aval de sua integridade ética e moral demonstrando sempre seu empenho idealista no bem estar comunitário, nos faz crer que se houve erro em sua decisão, não foi dolosamente cometido, e talvez por certo, decorrente de acreditar que o parecer no qual norteou-se foi expedido por órgão competente para tal, do qual se acredita, tenha alguma validade jurídica. Consumada a proposta de cassação, teremos solução para os graves problemas que afligem nosso município? Haverá tempo para seu sucessor reestruturar a administração e implementar um plano de trabalho que no pouco espaço de tempo que terá no executivo lhe permita imprimir mudanças que os julgadores acreditam serem necessárias? A experiência tem nos mostrado exatamente o contrário, acabando por comprometer ambos os ocupantes da função em prejuízo da população que continuará a esperar por melhores dias. Não há aqui opção político partidária ou defesa de interesses no sentido de cassar ou não o sr. prefeito municipal, mas sim a preocupação com a repercussão negativa que mais uma vez atingirá nossa querida Bauru. Lembremo-nos de um ensinamento bíblico que muitos procuram esquecer: “Se houver dentre vós alguém que não tenha pecado; que atire a primeira pedra”. (Milton Martins - RG 5.717.311-4)