É um absurdo que membros do Sincopetro querem formalizar pedido ao Ministério Público Federal acusando outros proprietários de dumping apenas porque estes têm comercializado gasolina mais barato nos últimos dias. A redução nos preços é plenamente justificável uma vez que o dólar despencou em média 20% e principalmente a cotação internacional do petróleo caiu bastante com o fim do embargo econômico ao Iraque, já que conseqüentemente aumentou significativamente a oferta do produto no mundo.
Cabe ressaltar, ainda, que o Brasil produz cerca de 85% do petróleo que consome, ou seja, é natural a redução do preço. Louvo a atitude da rede que desbancou os quartéis da cidade, onde em todos os postos se encontrava a gasolina a R$ 2,199, depois havia uma redução pífia dos preços para 2,188, tudo para disfarçar o clube dos postos, e assim todos nós ficávamos envoltos nesse mar hipócrita, sem saída tínhamos de optar por caminhos alternativos, nos arriscarmos na banguela ou até mesmo andar grandes distâncias a pé rumo ao trabalho ou à escola.
Percebi que com a redução dos preços o pessoal passou a abastecer mais, antes era raríssimo encontrar uma fila no abastecimento. Com o consumo maior aumenta-se o lucro, mas parece que certas pessoas não estão satisfeitas com isso, querem se aproveitar de dependermos dos combustíveis para nos locomovermos e aumentar o preço, formando os clubes; de novo, aí sim mora o crime, isso sim é um ato ilícito.
Se no resto do país o presidente Lula e a ministra de Minas e Energia, Dilma Roussef, cobraram a redução dos preços e chamaram os donos de postos de malandros; como noticiou este jornal. Por que Bauru, que ao menos uma vez saiu na frente nesses últimos anos, quer voltar atrás?
Sempre disse que se um dia chegassem a Bauru comerciantes que soubessem tratar bem o cliente se preocupando com ele, lhe fornecendo bom atendimento com atenção e cordialidade e principalmente usando da lei da oferta e da procura, os comerciantes que insistem na intransigência e que tratam os consumidores como se estivessem fazendo um favor de lhe vender seus produtos, iriam todos à falência. (Fernando de Oliveira Leme - estudante de direito - RG 30.888.954-X)