O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região (Sinserm) vai promover amanhã, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a partir das 9h, um seminário para discutir a reforma da Previdência. O evento é aberto à participação da população.
O debate vai contar com as palestras do advogado Sandro Fernandes, coordenador da Comissão de Direitos Humanos da OAB/Bauru; Iracy Borges, doutora em comunicação social e bibliotecária do Instituto Lauro de Souza Lima; e Luiz Fernando Silva, doutor em sociologia e professor da Unesp/Bauru.
Para a diretora do Sinserm Idelma Alcântara, a reforma da Previdência é um ataque à classe trabalhadora do País. “O governo está tratando do assunto de forma dissimulada. Por isso é preciso deixar a categoria preparada e bem informada do que está acontecendo e do que vai acontecer. É preciso resistir”, explica.
A sindicalista lembra que a manifestação contrária da classe trabalhadora à reforma da Previdência não é uma exclusividade do Brasil. “Nos últimos dias temos visto manifestações na França e na Itália. O ataque que se planeja no Brasil ao sistema previdenciário é o mesmo que também está sendo aplicado nesses países.”
Para ela, o servidor público de um modo geral está sendo colocado como “bode expiatório” diante da opinião pública. “Ainda há pessoas que acreditam que a categoria é detentora dos maiores salários deste País. Mas a verdade é que a base da pirâmide da categoria recebe salários miseráveis.”
Na mesma linha de raciocínio, a dirigente sindical Eliana Martins analisa que são os “marajás” - servidores com altos salários - do funcionalismo que enquadraram a categoria nessa situação.
“É um grupo minoritário, irrisório, que vai fazer essa reforma com esse fim. Também há a questão do tempo de serviço e o percentual de desconto do aposentado”, lembra.
Os diretores do Sinserm acham que chegou a hora de desmascarar o caixa da previdência. “Não há déficit na previdência. Essa é uma bela de uma desculpa para viabilizar a reforma”, diz Eliane Koti, membro da diretoria da entidade.
Para a sindicalista Sônia Carvalho, essa reforma nada mais é do que a “cartilha” que o Brasil está seguindo por determinação do Fundo Monetário Internacional (FMI). “A alteração principal da reforma previdenciária é a privatização do sistema”, alerta.
• Serviço
A sede da OAB/Bauru fica na avenida Nações Unidas, 30-30.