11 de julho de 2026
Regional

Justiça condena os agressores de policial militar em Marília

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 1 min

Marília - O juiz federal Heraldo Garcia Vitta, da 1.ª Vara Federal de Marília (100 quilômetros a Noroeste de Bauru), condenou a sete anos de reclusão os acusados de tentar matar um policial militar no dia 17 de janeiro deste ano.

Peter Ishii e Carlos Roberto de Souza só não receberam pena ainda maior porque a vítima, o policial Ricardo Teixeira, sobreviveu à tentativa de homicídio. Por esse motivo, a condenação foi reduzida em dois terços, segundo consta da sentença expedida pelo juiz no último dia 10.

Inicialmente, segundo a sentença, os réus devem cumprir a pena em regime fechado. Por se tratar de uma decisão em primeira instância, os acusados poderão apelar junto ao Tribunal Regional Federal, em São Paulo.

Segundo consta dos autos, Ishii, Souza e Teixeira se encontraram em uma lanchonete, no câmpus universitário, em Marília. Junto com Teixeira estava Edvaldo César Marafioti.

Os quatro teriam combinado que iriam até o apartamento do policial, no Jardim Cavallari, para um encontro amoroso. Assim que chegaram, Ishii e Souza anunciaram um assalto e pediram para que as vítimas tirassem as camisas e deitassem no chão. Ambos foram amarrados com as camisas.

Enquanto a dupla de assaltantes recolhia os objetos, eles descobriram que Teixeira era policial e, por conta disso, avisaram que iriam matar as vítimas.

Elas foram colocadas dentro do carro do policial e foram levadas até a estrada do Pombo. Lá, determinaram que as vítimas descessem por uma trilha.

Depois de caminhar por alguns metros, Teixeira foi atingido por um tiro nas costas. Um segundo disparo foi efetuado, mas não acertou em ninguém. Teixeira permaneceu durante 13 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Em razão do ferimento, foi retirado o baço e um dos rins da vítima.