Está marcado para amanhã, no Fórum de Bauru, o julgamento de Jeter Freitas, que confessou ter matado a adolescente Ludmilla Ferreira da Silva, 17 anos, em maio de 2000. O rapaz, que está preso, era ex-namorado da vítima. O empresário Elio Henrique da Silva, pai de Ludmilla, veio de São Paulo, onde mora atualmente, e diz ter suspeitas de que o julgamento não seja realizado.
Ele suspeita que o advogado de defesa de Freitas possa adotar alguma manobra legal para adiar o julgamento. Caso isso aconteça, será a segunda vez, já que o primeiro julgamento, marcado para se realizar no início de 2002, foi suspenso.
“Acho que eles vão fazer alguma coisa, por isso estou aqui para pedir justiça”, diz Silva. Desde que sua filha morreu, em 24 de maio de 2000, a vida do empresário se resume a lutar para que o assassino de Ludmilla seja condenado por seqüestro e assassinato premeditado. “Ele planejou tudo”, afirma.
Silva se mudou para a Capital e faz parte da Associação Nacional de Defesa dos Direitos das Vítimas de Criminalidade (ADVC).
Entre suas atividades, estão incluídas a apresentação de uma peça de teatro nas ruas sobre a vida de Jesus Cristo, na qual ele prega a paz entre os homens e o recolhimento de assinaturas em um abaixo-assinado para que seja criada a pena de prisão perpétua no Brasil para quem seqüestra, estupra e mata crianças. “Hoje em dia a lei protege quem pratica o crime, a gente precisa mudar isso para que no futuro outras pessoas não passem pelo o que eu passei”, diz emocionado.
O envolvimento de Silva com a causa é tão grande, que ele carrega no corpo - através do corte dos cabelos - mensagens de paz e justiça. “Não consigo ficar parado diante do que está acontecendo no País. Não é para mim que faço isso, é para todo mundo”, explica.
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O crime
Ludmilla Ferreira da Silva foi morta em maio de 2000 pelo ex-namorado, o comerciante Jeter Freitas, com vários tiros.
O motivo do crime teria sido ciúme, já que o casal não estava mais junto. Freitas se apresentou, uma semana depois do crime na Delegacia de Piratininga, onde o assassinato ocorreu, e confessou ser o autor dos disparos. Na época, tinha 23 anos. Ele está preso desde então, mas ainda não foi julgado.