O julgamento de Jeter Freitas, que estava programado para ser realizado hoje no Fórum de Bauru, foi adiado. O rapaz, que está preso, confessou ter matado a tiros sua ex-namorada, Ludmilla Ferreira da Silva, 17 anos, em maio de 2000.
O promotor José Roberto Martins Segalla explica que o julgamento foi adiado porque o advogado que defende o réu protocolou pedido para juntar mais documentos ao processo no final da semana passada. O juiz designado para o caso, Benedito Okuno, solicitou mais documentos e não haveria tempo hábil para apresentá-los até antes do julgamento.
Por enquanto, não há nova data marcada para julgamento do crime. Ludmilla foi achada morta em uma estrada que liga Bauru a Piratininga. O motivo do crime teria sido ciúmes, já que o casal não estava mais junto.
O pai da adolescente morta, o empresário Élio Henrique da Silva, reclama da morosidade da Justiça. “Esta foi a segunda vez que o julgamento foi adiado. No Brasil é assim. O criminoso demora anos para ser julgado e ainda pega pena mínima”, afirma.
Apesar de decepcionado com a suspensão do julgamento, Silva diz que continuará lutando por Justiça e para que a pena de prisão perpétua, para casos de seqüestro, estupro e assassinato de crianças, seja adotada no Brasil.
“Minha filha era uma criança. Estou me sentindo um lixo em saber que o julgamento foi adiado mais uma vez, mas vou continuar a luta para tentar mudar a Constituição e assim ser adotada a prisão perpétua”, diz. Silva está coletando assinaturas a favor da prisão perpétua.