10 de julho de 2026
Política

PSTU de Bauru participará da Parada do Orgulho Gay em SP

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

O PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado), estará participando da 7.ª Parada do Orgulho GLTB de São Paulo, que será realizada neste domingo, dia 22, na Capital. O partido contará com militantes locais no evento.

A legenda sempre esteve nas “paradas e apóia as lutas do movimento”. “Para o partido, que sempre apoiou as manifestações e reivindicações dos gays e lésbicas, a luta do movimento GLTB precisa ir além da parada”, menciona o PSTU em nota distribuída à imprensa.

O Dia Internacional do Orgulho Homossexual é comemorado em 28 de junho. Mas será neste domingo, 22, que o movimento GLTB (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros) realiza a 7ª Parada do Orgulho GLTB de São Paulo. No ano passado, segundo a organização, compareceram 500 mil pessoas.

O evento começa a partir das 14h. Em seguida, haverá uma marcha que passará pela avenida Paulista, encerrando-se com um show musical da cantora Elza Soares, às 19h, na Praça da República.

Para os organizadores, o evento tem como objetivo dar visibilidade a estas categorias sociais e fomentar a criação de políticas públicas para os homossexuais. “A luta dos homossexuais vem de longa data. O movimento surgiu na Alemanha em 1897, mas teve um de seus principais marcos na Revolução Russa de 1917, quando o governo bolchevique (Lenin e Trotksy) aboliu todas as leis que condenavam os atos homossexuais”, lembra a nota do PSTU.

Segundo os socialistas do PSTU, esta conquista foi destruída pelo stalinismo e refletida através do preconceito em todo o mundo. “Assim como os negros e as mulheres, os homossexuais - que hoje somam 10% da população brasileira - estão nos setores oprimidos da sociedade. Além do preconceito, esses grupos têm de conviver com uma política de exclusão”, contam.

Para o PSTU de Bauru, a Parada do Orgulho Gay é uma forma positiva de organização, mas é preciso ir além. “A experiência histórica do movimento demonstra que a única saída para se conquistar um espaço real na sociedade e uma visão menos preconceituosa é vincular a luta de gays e lésbicas aos demais setores oprimidos e explorados da sociedade: negros, mulheres, desempregados, sem-teto, sem-terra e outros”.

Para o PSTU, o movimento precisa aproveitar a oportunidade também para dizer não à reforma da Previdência, que “ameaça direitos como a extensão de benefícios previdenciários a parceiros homossexuais - uma das maiores vitórias do movimento GLTB dos últimos anos”, finaliza a nota.