10 de julho de 2026
Regional

Pesquisador ajudou a reduzir índice de acidentes

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 1 min

Conforme matéria publicada no JC no último dia 5, o professor da Faculdade de Medicina de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Vidal Haddad, desenvolveu durante cerca de dois anos uma pesquisa sobre os acidentes provocados por peixes em sete colônias de pescadores situadas às margens do rio Tietê.

Na colônia de Anhembi, visitada pela reportagem, o trabalho mostrou que os principais peixes causadores de ferimentos são os mandis. Esses peixes possuem ferrões venenosos, cujo ferimento pode incapacitar a vítima por cerca de 24 horas.

O pesquisador desenvolveu junto aos pescadores um trabalho que envolveu instruções sobre medidas de primeiros-socorros no caso de acidentes. O tratamento, segundo Haddad, é simples e na maioria dos casos é feito apenas com a imersão do local afetado em água quente.

O pesquisador afirma que os pescadores faziam uso de métodos populares para aliviar a dor provocada pelos ferrões. “Eles passavam o olho do peixe, urinavam no local do acidente. Só que a única coisa que você tem para fazer na hora seria, em termos de primeiros-socorros, colocar o local em água quente, porque o veneno degrada com o calor e daí melhora muito.”

No caso das medidas preventivas, explica o professor, os pescadores foram orientados a recolher os ferrões dos peixes, que normalmente são jogados no chão do barco e dos ancoradouros.

Haddad afirma que o trabalho desenvolvido na colônia de Anhembi reduziu a quase zero o índice de acidentes, beneficiando cerca de 20 pescadores. “A partir dos resultados daqui, ampliamos para outros locais, com a ajuda deles.”

Haddad é autor do livro “Atlas de animais aquáticos perigosos no Brasil - guia médico e diagnóstico para tratamento de acidentes”, onde consta estudos desenvolvidos com espécies marinhas e parte dos resultados obtidos nas colônias da região.