Quero parabenizar o vereador Faria Neto pela sua opinião no JC de 19/06/2003, página 04, que teve como título “Vereadores querem fim do barulho”. Este projeto de lei que vem disciplinar o barulho ou ruído tem que ser único e abrangente a toda comunidade bauruense, pois barulho ou ruído se define dentro das NRs, como toda perturbação sonora acima dos limites perceptíveis ao ouvido do ser humano, que pode vir de um carro ligado com ou sem autofalante, algazarras, buzinas, lanchonetes com música ao vivo, boates, indústrias, casas de comércio e também igrejas etc, no qual acertadamente foi colocado pelo edil Faria Neto, e não como foram colocadas as opiniões dos vereadores João Parreira e Luiz Carlos Valle, que opinam que as igrejas têm que estar fora desta discussão.
Quero levar ao conhecimento desses nobres vereadores que sou vizinho de uma igreja, que na hora dos cultos e ensaios produz um barulho ou ruído ensurdecedor, com suas guitarras, baterias, instrumentos de sopro, coral etc, em um ambiente totalmente adverso, ou seja, um galpão (que era antes uma oficina mecânica), sem acústica, com as laterais do telhado totalmente abertas, no qual os moradores vizinhos mesmo tendo janelas e portas fechadas não conseguem ouvir rádio, televisão ou mesmo conversar com uma pessoa da família.
Já houve até um abaixo-assinado dos moradores vizinhos para um BO na delegacia de polícia e um requerimento junto a Seplan no qual foi verificado que a igreja não possuia alvará de funcionamento e nem vistoria dos bombeiros.
Portanto, antes de tomarem sábias decisões a respeito desse assunto, convido os nobres vereadores João Parreira e Luiz Carlos Valle, como também os demais vereadores a visitar, conversar e ouvir os vizinhos dessa igreja, pois só assim os direitos de proteção à cidadania poderão ser respeitados. (Dorival Nunes - RG 6.199.331)