08 de julho de 2026
Pesca & Lazer

'As pernas tremiam'

Roberta Mathias
| Tempo de leitura: 1 min

“Fui a primeira a seguir para a pescaria ao lado do capitão Kdu. Confesso que fiquei bastante assustada com as regras e tudo o que eu teria que fazer sozinha. Usávamos tuviras como isca e o primeiro peixe que peguei foi uma cachorra, com um pouco mais de um quilo. Fiquei muito contente, mas buscava algo maior. Na seqüência, uma piranha, que devorou a tuvira. Nossa, dentes perigosos!

Depois, uma corvina, grande, bonita, que me encantou. Só quando estamos pescando é que percebemos o quanto os peixes são belos ao sair da água, a corvina brilhava. Mas o melhor ainda estava por vir. Quase no final da pescaria, sentir um forte puxão. Segurei firmemente o caniço e me preparei para fisgar. Para quem nunca pescou, fisgar o peixe é realmente a parte mais difícil.

Pronto! Estava na linha. Na hora em que vi pela primeira vez a cachorra pular na água as minhas pernas tremeram. E a gente grita também. Acho que fiquei tão emocionada que matei a cachorra de susto. Com esforço, e recolhendo a linha, consegui trazer o peixe, para mim um “cachorrão”, que pesou 4,5 quilos. A espécie chega a pesar mais de 10 quilos, mas foi uma batalha incrível. Bati meu primeiro recorde mundial feminino!

Depois ainda peguei mais uma cachorra recorde, de 1,750 em uma linha mais leve e um jurupensen, de 1,5 quilo. O jurupensen foi uma grata surpresa. É possível que tenha batido o recorde mundial da espécie, que pertence ao novo amigo capitão Kdu Magalhães, que é de 1,2 quilo. Agora é esperar a homologação pela IGFA e, quem, sabe, figurar no livro dos recordes mundiais de pesca”.