10 de julho de 2026
Articulistas

Primeiro mundo, aqui?


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Depois de verter “sentidas lágrimas” motivadas por arrastante descaso de vários prefeitos, finalmente a avenida Nações Unidas está ocupando o devido espaço, que por justiça lhe cabe, no rol das melhores cogitações do governo municipal. O primeiro arranco, vigoroso não se nega, foi representado pelo reasfaltamento da artéria, presumivelmente oito quilômetros, trabalho realmente bom e bonito, pois, além de ter sido presenteada com asfalto de ótima qualidade e generosa quantidade, sem qualquer miséria, contou a avenida, na respectiva aplicação, com fatores de total competência da numerosa e harmoniosa equipe executora. Parabéns, porquanto esse primeiro melhoramento deixou a artéria quase com cara de avenida de primeiro mundo, só lhe faltando, agora, para se ombrear totalmente às congêneres de Estados Unidos, Inglaterra, França e demais, nossas muito bem conhecidas, a reformulação de alguns trechos de passeios e a instalação de tantos semáforos quantos necessários nos principais cruzamentos para facilitar, agilizando, o acesso de veículos e pedestres em geral e, da mesma forma, daqueles cujos motoristas, residindo no local, precisam conduzi-los para suas garagens. Isso ocorre também com os pertencentes às muitas empresas comerciais ali estabelecidas, sem que mais essa investida retalhe o trânsito e torne morosa a avenida, a qual, centralíssima, não pode mesmo continuar sendo a pista de corrida que atualmente é, deitando inveja na turma de capacetes que toma conta dos autódromos metropolitanos... Dado mais esse avanço, a Nações, que já é a mais charmosa da cidade, nem Azarias Leite e Batista de Carvalho sonhavam com isso, passará a se igualar àquelas das metrópoles do legendário Velho Mundo. Por isso, aqui estamos abrindo precioso espaço para enaltecer a coragem da atual administração municipal quanto ao custoso dispêndio de milhares de reais na execução do extenso recapeamento e, ao mesmo tempo, incentivar a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano quanto à colocação dos sugeridos sinais luminosos nas mais utilizadas esquinas centrais, notadamente Conselheiro Antônio Prado, Benjamin Constant e Constituição, até hoje órfãs em tal sentido. Vão em frente, ilustres prefeito e assessores, a fim de que a Sem Limites, jogando para mais longe seus limites, venha a ter redobrado fôlego para festejar, tempos afora, esse portentoso logradouro público, como real expoente de moderníssimo e possa, então, lembrar aos nossos visitantes estrangeiros das belezas invulgares que enfeitam as ruas de seus países. Poder-se-á, conseqüentemente, usar como coro o título desta matéria. Releiam-no os leitores lá no alto e percebam a sua legitimidade, que é a nossa opinião. (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado)