08 de julho de 2026
Polícia

Rapaz é assassinado a tiros na Duque

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Nilton Cézar Diniz de Oliveira, 19 anos, foi morto a tiros na madrugada de ontem, por volta de 1h, ao sair de uma casa noturna localizada na quadra 21 da avenida Duque de Caxias, em Bauru.

Segundo informações da Polícia Militar (PM), ao sair do estabelecimento comercial, Oliveira foi vítima de quatro disparos realizados com arma de fogo. Um dos tiros atingiu o pescoço do jovem, que não resistiu aos ferimentos e morreu na hora. Até o final da tarde de ontem, a polícia não tinha pistas do autor do crime.

Porém, testemunhas chegaram a informar à PM que mais de uma pessoa atirou contra Oliveira. Além de matar o rapaz, os tiros também atingiram Ana Flávia dos Santos Rodrigues, de 23 anos, que também estava saindo do estabelecimento comercial na hora.

A moça foi alvejada na perna esquerda e foi socorrida por populares, sendo encaminhada ao Pronto-Socorro Central. Apesar de ser um lugar movimentado, a PM relata que nenhuma testemunha quis falar oficialmente sobre o crime. A PM informou que o caso está sendo investigado pelo Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (DIG/Garra).

Enterro

O velório de Nilton de Oliveira foi marcado pela revolta de familiares e amigos do jovem. O corpo foi enterrado ontem às 17h, no Cemitério do Jardim Redentor.

Incoformado, seu pai, Nilton Silva Oliveira, revela que ainda está chocado com o crime. “Não sei como nem por que aconteceu. Quando cheguei em casa depois do culto, vi a polícia parada em frente. Eles me entregaram os documentos do meu filho e disseram que ele estava morto”, relata.

Muito emocionado, Silva não conseguiu esconder sua revolta com a violência urbana. “Uma igreja evangélica tem horário para abrir e para fechar. Agora esses ‘esquadrões da morte’ que existem por aí no centro da cidade tirando a vida dos outros não podem existir”, aponta Silva.

“Um estabelecimento que permite a entrada de pessoas armadas é um esquadrão da morte”, diz Silva, que ainda não sabia se o único filho foi realmente morto nas dependências da casa noturna.

O pai de Oliveira afirma que o filho não tinha envolvimento com brigas, mas conta que dentro do estabelecimento comercial, um morador do seu bairro - no Parque Santa Edwirges -, já havia sido baleado, sendo atingido na perna. Segundo ele, esse caso pode ter alguma relação com a morte do filho.

“Se foi essa pessoa que foi vingar do meu filho, ele vingou da pessoa errada porque no dia que aconteceu esse fato, meu filho estava na minha casa. Eu não estou dizendo que foi ele, é só uma hipótese”, confessa Silva.

A namorada de Oliveira, que preferiu não se identificar, conta que o jovem tinha vários amigos e que gostava de passear à noite. “Ele tinha parado um pouco de sair. Ontem (sábado) ele foi lá para conhecer o lugar e aconteceu isso (a morte)”, conta ela, afirmando que o namorado não tinha envolvimento com drogas ou brigas.