08 de julho de 2026
Geral

Acampados da Unesp vão voltar para sala de aula

Da Redação
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Os alunos da Universidade Estadual Paulista (Unesp) que estão acampados no câmpus de Bauru decidiram ontem que deixarão o novo prédio do Centro Administrativo do Câmpus (GAC), que está em fase final de construção. Uma comissão dos estudantes entrou em acordo com o presidente do GAC, José Brás Barreto, na reunião realizada ontem à tarde. Provavelmente os alunos vão voltar para uma sala de aula.

“Foi uma reunião pacífica. Os alunos devem sair do (futuro) prédio da administração, pois entendem que estão correndo risco de acidentes, com problemas de segurança, e também reconhecem que nós estamos nos esforçando para acertar essa situação. Por enquanto, eles devem voltar para uma sala de aula”, diz Barreto.

“Ficou combinado que vamos sair do prédio, mas ainda não sabemos quando nem para onde vamos. Mas a ocupação só termina com os blocos construídos”, afirma Renato Souza, estudante de jornalismo.

Os estudantes, que estão acampados há 69 dias, reivindicam a construção de moradia estudantil no câmpus de Bauru. Na semana passada, eles mudaram da sala 3 para o futuro prédio do GAC, em protesto contra a reunião do Conselho Universitário, que não planejava discutir o assunto. Na reunião, realizada em Jaboticabal, a inclusão da possibilidade da construção na pauta teve aprovação unânime dos membros do conselho e deve ser votada no próximo encontro, em agosto.

No prédio ocupado, os alunos estão sem eletricidade e água nas torneiras. Para conseguir alguma luz à noite, montaram uma fogueira em frente ao prédio e deixam velas acesas dentro das salas. Há também um fogão com butijão de gás instalado na cozinha.

O GAC pretende elaborar um calendário de ações para o segundo semestre, em conjunto com os estudantes, visando conseguir a realização da obra. “Discutiremos a possibilidade da construção da moradia em Bauru (na próxima reunião do conselho). Penso que conseguiremos votar e começar o estudo para a construção”, planeja Barreto.

Os estudantes afirmam que não é de sua competência especificar a localização ou a quantidade de blocos de moradia necessários. “O movimento estudantil entende que a construção dos prédios deva estar no orçamento de 2004 e que eles atendam a demanda de alunos carentes, pois é uma questão de emergência”, avalia Marcelo Ubiali, do curso de psicologia.

“A administração do câmpus reafirma que não concorda com a ocupação e reivindicamos a desocupação total. Mas entendemos que os alunos só poderão tomar uma decisão depois das férias, no início de agosto”, conclui Barreto.