Botucatu - “Todos os hospitais universitários vivem uma crise financeira, assim como acontece nos hospitais públicos, particulares e em todo o sistema de saúde.” A frase, do secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, deu o tom do que foi o debate de ontem na Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB). O evento teve como objetivo definir um novo modelo de gestão para o Hospital das Clínicas (HC).
“A crise (na Saúde) não existe só aqui, mas também nos países desenvolvidos. Pois há uma demanda crescente por serviços mais sofisticados e por medicamentos mais caros”, continuou o secretário, que destacou também o aumento da expectativa de vida da população como uma das causas para a “crise”.
De acordo com a assessoria de imprensa do HC, num balanço geral, a reunião conduziu todos à constatação de que o sistema de saúde carece, urgentemente, de recursos financeiros e que não existe perspectiva de uma solução para o problema a curto prazo.
O secretário disse ainda que a definição de um novo modelo de gestão para o HC de Botucatu não pode ser definido em uma só palavra ou em um só debate.
Na opinião dele, é preciso um exame mais detalhado sobre as vantagens e desvantagens da vinculação do HC à Universidade Estadual Paulista (Unesp) ou à Secretaria estadual de Saúde.
Segundo Barata, se vincular à secretaria, o HC perderá sua autonomia e liberdade em matéria de atendimento, ficando ligado à orientação do Estado. A vantagem da vinculação à Secretaria da Saúde, afirma o secretário, é que o HC ficará mais próximo do grande financiador do sistema que é o Sistema Único de Saúde (SUS).
Marilza Vieira Cunha Rudge, diretora da FMB/Unesp e mediadora do debate, convocou os presentes para uma nova rodada de idéias sobre um novo modelo de gestão para o HC em agosto.