No último domingo, ouvindo a transmissão da partida entre Leônico e Ouro Verde, pela Rádio 930, fiquei indignado com o que aconteceu depois do apito final do juiz. Segundo o narrador Emerson Luiz, o comentarista Luiz Alan e o repórter Luiz Antonio, o estádio Horácio Alves Cunha virou uma praça de guerra por culpa única e exclusivamente dos dirigentes e atletas do Ouro Verde. Eles não se conformaram com a derrota por um a zero e, mostrando total despreparo psicológico e emocional, partiram para a agressão física contra os atletas do Leônico, como se a equipe adversária estivesse proibida de vencer a partida. E o que é pior: o incentivo à pancadaria, segundo a equipe de rádio, partiu dos próprios dirigentes, justamente eles que teriam a obrigação de apaziguar os ânimos. Chegaram ao cúmulo de insuflar a torcida, que invadiu o gramado e ‘ajudou’ a espancar os atletas do time do São Geraldo. Enquanto os três policiais protegiam o árbitro Antonio Cardoso Filho, os jogadores do Leônico saíram em desabalada carreira em direção à Bela Vista para fugir ao massacre.
Alguns, como os zagueiros Silvão e Lê e o volante Renato, não conseguiram escapar a tempo e foram covardemente agredidos a socos e pontapés. Segundo os colegas da Rádio 930, o árbitro teve uma atuação imparcial; mas, no meu modo de entender, mesmo que tivesse cometido algum erro, não justificaria essa atitude intempestiva dos atletas, dirigentes e torcedores do Ouro Verde. É por essas e outras que o público vem se afastando cada vez mais dos estádios. Cabe agora à Liga Bauruense de Futebol Amador tomar providências enérgicas contra os responsáveis para que fatos lamentáveis como esse não se repitam e a paz volte aos estádios de futebol. (Ademir Elias - jornalista - e-mail: ademireli@yahoo.com.br)