09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Por engano...


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... Embora o turismo seja uma fonte inesgotável de divisas e, portanto, deva ser não tão somente incentivado como implantado em nossa nação, com todos os quesitos exigidos, a exemplo da total e absoluta proteção e preservação da mãe-natureza, deve-se os encontros enganosos... O alemão Fritz se encantara com o nosso país, desde quando aqui esteve assistindo o maior espetáculo da Terra, o desfile das escolas de samba no Sambódromo, na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Que maravilha! - referindo-se às fantasias e à mulher brasileira, principalmente ao gingado das mulatas! Tendo retornado ao Brasil, em férias, teve ensejo de percorrer na zona sul, os shoppings, com suas lojas sofisticadas, lanchonetes elegantes e ouvir a nossa maviosa música e contagiante alegria do nosso povo. Encontrava-se num dos bairros mais badalados da cidade, o Leblon, e, repentinamente, adentrou um café fino para saborear a nossa tradicional rubiácea; nesse ínterim, deparou-se com uma mulata de “fechar o comércio”, a qual ensejou-lhe aproximação. A despeito das dificuldades do idioma, houve entendimento entre ambos... amor à primeira vista?

A mulata em questão identificou-se como Thaís e perguntou ao gringo se queria ensaiar alguns passos de samba, tendo o mesmo acenado que sim. De onde se encontravam, ouvia-se distante, sons contagiantes de uma batucada, o que fez mexer com os quadris da mulata como com os sentimentos de ambos. Thaís e Fritz deram-se as mãos num só aperto; o som se avolumava e sacudia o casal, o qual foi em direção ao mesmo... “pareci carnival”, exclamou Fritz. Entretanto, era parada de gays (o Brasil tornou-se páreo duro no ringue mundial, ostentando 3ª colocação); Thaís na realidade se chamava Venâncio, transformista de beleza estonteante, que havia chegado da Bahia de Todos os Santos há pouco tempo, com a finalidade de participar de desfiles. Fritz não se conteve, mesmo diante da revelação e exclamou atônito: com esse potencial, no seu português enviesado... “és superior em tudo às meninas do meu país”. O casalzinho partiu célere para a intimidade em um estabelecimento denominado “Castelo do Amor”, para a descoberta de novos rumos do prazer! A digníssima primeira-dama da capital bandeirante “batalhou” para oficializar a união dos gays, contudo, quem teve o mérito foi sua majestade, ao apagar das luzes do seu mandato, oficializando essas uniões. Portanto, o imenso congestionamento, aqui, não ficou na idéia e na teoria, e sim consolidada na prática, a exemplo da imensa multidão que afluiu à principal artéria de São Paulo, para o desfile de uma imensa legião de gays, tendo a saudá-los, sobre um caminhão aberto, a prefeita Martha Suplicy. Saudações fraternais. (Arthur Monteiro de Carvalho Netto - jornalista)