09 de julho de 2026
Polícia

Comerciantes vivem momentos de grande tensão

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

A ousadia dos assaltantes faz comerciantes vivenciarem momentos de muita tensão. Um ladrão levou menos de um minuto para entrar, apontar uma arma e levar R$ 200,00 do caixa de uma farmácia na avenida Duque de Caxias. Sem capuz, não teve medo de mostrar a cara. “É um menino loiro com topete no cabelo, bem vestido. Tem aparência de usuário de drogas e foge a pé”, diz a vítima Mônica Ferreira Cavalieri.

Na opinião dela, os ladrões não temem mostrar o rosto. “Eles não têm medo de nada, querem dinheiro para comprar drogas. É sempre o mesmo garoto. Já fomos assaltados outras vezes. Na última vez, ele estava com os olhos vermelhos e rendeu meu funcionário com um revólver 380. Não reagimos nunca, porque não sabemos a reação deles.”

Mônica diz que na região onde a farmácia está localizada, no Jardim Marambá, todos os comerciantes foram assaltados, provavelmente pela mesma pessoa. “As características são as mesmas. Ele deve morar nas imediações, e quando quer comprar droga, pratica um assalto.”

Assaltada 15 vezes, a comerciante Marisol Venegasa Collinao diz que já nem se abala mais. “Aqui na avenida Castelo Branco, todos os comerciantes já foram assaltados inúmeras vezes. Eles chegam armados e levam o dinheiro que está no caixa. Em uma das vezes, ele colocou o revólver na minha cabeça.”

O assaltante, segundo ela, foi preso depois de ter assaltado outra farmácia na avenida Duque de Caxias, próximo à rua Gustavo Maciel. “Eu o reconheci e ele está preso.”

O elemento surpresa é que apavora a vítima e favorece o ladrão, segundo a comerciante. “A câmera estava desligada porque a extensão elétrica estava sendo usada por um pintor do prédio ao lado. Eles surpreendem a gente num horário em que não se espera um assalto. O último foi às 14h e ele levou R$ 15,00.”

Na opinião de Marisol, o fato de estar numa região onde há uma favela favorece o assalto. “Acredito que os assaltantes morem na favela. Meu filho foi assaltado e, o óculos que o ladrão levou, estava com um traficante da favela. O moleque que roubou foi lá para trocar por um cigarro de maconha.”

O comerciante Nivaldo Gomes foi vítima três vezes de assaltantes em sua farmácia, instalada na avenida Pinheiro Machado. “No último, os dois estavam com uma garrucha e me renderam para levar R$ 60,00. Eu não fiz nada porque tive medo da reação deles.”

Os assaltantes entraram na farmácia e pediram um medicamento para curar dor de ouvido e uma bomba para tirar leite de mulher que está amamentando. “Levaram o dinheiro e a bombinha”, conta Gomes. Nos outros assaltos os ladrões invadiram a farmácia. “No último, eles pediram o dinheiro e foram menos violentos.”

O comerciante diz que tem instalado os equipamentos de segurança. “Não resolve quando eles apontam a arma. Eu tenho sistema de alarme monitorado, mas não estava ligado. O assalto é um ato rápido.”

Telefones úteis/ 24 horas

Polícia Militar: 190 Polícia Civil: 147 Base Sul: 234-0616 Base Centro: 232-0322 Base Leste: 239-2978 Base Oeste: 3214-1933 Base Noroeste: 230-1668