09 de julho de 2026
Geral

Bauru era rota para Revolução de 32

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Bauru era ponto de partida e rota de passagem para os jovens que desejavam participar da Revolução Constitucionalista de 1932, celebrada no feriado de hoje. De acordo com o historiador Gabriel Pelegrina, voluntários de todo o Interior de São Paulo que pretendiam se alistar no movimento constitucionalista passavam pela cidade ou dirigiam-se para Bauru para tomarem o trem em direção à Capital ou Campinas.

“Os batalhões formados nas cidades vizinhas e em toda a Alta Paulista vinham para Bauru, a fim de formar um grupo maior aqui. Muitos jovens foram lutar pela constituição”, conta Pelegrina.

As ferrovias que partiam do oeste do Estado e do centro-oeste do País em direção a São Paulo encontravam-se em Bauru, tornando a cidade um importante entroncamento e ponto de passagem para os que buscavam ingressar nos protestos e na luta armada.

O historiador Luciano Dias Pires, diretor do Instituto Histórico Antônio Eufrásio de Toledo, ressalta que não foi pequeno o número de voluntários bauruenses que seguiram para os protestos e a luta armada, e também que ajudaram com doações. “Na retaguarda, ou seja, na campanha (de arrecadação) do ouro para o bem de São Paulo, foi até emocionante a presença dos bauruenses com vultosas doações em prol da revolução”, lembra.

Os dois historiadores recordam também a relevante participação das mulheres na revolução, tanto as que permaneceram no Interior como aquelas que estavam lado a lado com os rebeldes. “A revolução ocorreu no inverno, então as mulheres se reuniam para fazer agasalhos e reforçar os uniformes em Bauru. E muitas enfermeiras foram para São Paulo, não para lutar, mas a fim de cuidar dos combatentes”, conta Pelegrina.

Três bauruenses que participaram da luta armada ao lado dos rebeldes foram mortos em combate e hoje são lembrados na cidade como nomes de ruas. São eles Rubens Fraga de Toledo Arruda, Alfredo Ruiz e Agenor Meira.

Em 9 de julho de 1963, o então prefeito de Bauru João Bráulio Ferraz, que também participou da luta armada na revolução, entregou à cidade um monumento em homenagem aos soldados constitucionalistas. Inicialmente instalado no cruzamento da avenida Rodrigues Alves com a rua Gustavo Maciel, hoje, o monumento encontra-se ao lado do velório municipal, na avenida Rodrigues Alves.

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Homenagem

Em comemoração aos 71 anos da Revolução Constitucionalista de 1932, a Polícia Militar (PM) de Bauru programou uma solenidade em homenagem aos ex-combatentes, às 9h, no Quartel do Comando de Policiamento do Interior (CPI-4). A celebração contará com a presença de autoridades civis e militares, alunos do Centro de Formação do Magistério (Cefam) e a participação do presidente da Associação dos Veteranos de 1932, Heni Scaf, ex-combatentes e familiares que vivem em Bauru.

O Quartel do CPI-4 fica na avenida Major Fonseca Osório, 4-65, na Vila Antártica.