09 de julho de 2026
Regional

HAC registrou mais câncer em SP

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Jaú - O Hospital Amaral Carvalho (HAC) de Jaú (47 quilômetros a Leste de Bauru) foi o que mais registrou novos casos de câncer no Estado de São Paulo. Segundo a assessoria de imprensa, o hospital foi responsável por 12,9% dos 68.672 novos casos notificados, no período de janeiro de 2000 a setembro de 2002, segundo relatório oficial da Fundação Oncocentro (Fosp), órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde. Ao todo, o HAC registrou 8.742 casos da doença.

De acordo com o diretor técnico do hospital, José Getulio Martins Segalla, além de ter sido o hospital que mais registrou casos novos de câncer em todo o Estado, a instituição apresenta índices melhores em outros quesitos, revelando a qualidade da informação registrada.

Segundo ele, os funcionários do HAC têm se empenhado para obter um diagnóstico completo e definitivo dos pacientes antes de iniciar o tratamento.

De acordo com o diretor, são raros os casos em que o tratamento precisa ser iniciado sem o diagnóstico microscópico. “Por isso, o índice de casos com confirmação diagnóstica do hospital é de 99,8%. Muito acima da média estadual de 96,8%”, afirmou Segalla.

Ele citou ainda que nenhum dos casos ficou sem informação sobre o estado da doença ao final do tratamento. A média entre os hospitais oncológicos, segundo ele, foi de 12,6%.

Além disso, 98,9% dos casos tiveram o diagnóstico fechado no prazo de 0 a 3 meses, contados a partir da data da primeira consulta, o que mostra a agilidade no atendimento. A média dos hospitais paulistas neste item foi de 93,6%.

Segalla explicou que o Registro Hospitalar de Câncer (RHC) do Amaral Carvalho foi implantado definitivamente em 1996 e, pelo terceiro ano consecutivo, lidera o ranking entre as instituições que mais registram casos novos de câncer em São Paulo.

Com a criação do Serviço de Arquivo Médico e Estatística (Same) no início do ano, o hospital deu mais um salto qualitativo.

Segundo o diretor, por exigência do Ministério da Saúde, todo paciente que dá entrada em hospitais de atendimento oncológico, com diagnóstico da doença, deverá ser registrado e acompanhado até o fim do tratamento.

No Banco de Dados do Same constam informações como idade e sexo do paciente e se ele foi submetido a cirurgia, quais tratamentos realizou (quimioterapia, radioterapia, transplante de medula óssea) e seu estado de saúde atual.

Na opinião de Segalla, uma das maiores dificuldades do hospital está no acompanhamento dos pacientes depois da alta. Para tanto, o HAC procura contatar as famílias por telefone ou correspondência a fim de manter os dados sempre atualizados, no mínimo uma vez por ano.

As informações dos Registros Hospitalares de Câncer (RHC), segundo Segalla, são fundamentais para que o governo defina as políticas para a área oncológica.

Prevenção

O Instituto Nacional do Câncer (Inca), órgão do Ministério da Saúde, estima em 350 mil os novos casos de câncer registrados anualmente no Brasil, com 130 mil mortes. Por isso, os programas de prevenção da doença são encarados como essenciais pela direção do HAC.

No ano passado, o hospital, considerado uma referência nacional em oncologia, atendeu pacientes de 616 cidades de 25 Estados brasileiros.

Os tipos de câncer mais freqüentes são de pele (25,94%), mama (10,74%), próstata (9,17%), colo do útero (6,39%), estômago (4,45%), pulmão (3.59%), leucemias e linfomas (3,82%) e intestino grosso (2,72%).

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Ampliação

O diretor-superintendente da Fundação Hospital Amaral Carvalho, Antonio Luís Cesarino de Moraes Navarro, apresentou no último sábado o Plano Diretor de Obras, que prevê a ampliação da área construída dos atuais 17 mil metros quadrados para 30 mil metros quadrados, no prazo de cinco anos.

Além disso, os novos equipamentos adquiridos pelo hospital por meio do Programa Reforsus, do Ministério da Saúde, colocam a instituição entre as mais bem equipadas do País.

Entre os projetos apresentados por Navarro, está em fase adiantada o que abrigará a nova recepção de internações, centro cirúrgico, Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), central de materiais esterelizados e farmácia.

O complexo, de 5 mil metros quadrados, orçado em R$ 6 milhões, deve estar concluído em 2004.