08 de julho de 2026
RH & Tendências

Mapa das Profissões: Engenharia Elétrica


| Tempo de leitura: 2 min

O engenheiro eletricista planeja, superviona e executa projetos nas áreas de eletrotécnica (potência e energia) e eletrônica (computação, microeletrônica, circuitos integrados e telecomunicações). Pode especificar, construir e aplicar sistemas de automação e controle em linhas de produção industrial. Trabalha em qualquer indústria que empregue ou construa componentes eletroeletrônicos: fábricas de celulares e aparelhos de infra-estrutura de telecomunicações, em indústrias de equipamentos eletrônicos, operadoras de sistemas de comunicação ou de sistemas de energia elétrica. Pode, ainda, atuar em fábricas de equipamentos elétricos pesados, como motores e geradores, e em fabricantes e prestadores de serviço em computação. Outra área que absorve esse profissional é de engenharia biomédica, que administra a operação e a manutenção de equipamentos eletrônicos em hospitais e clínicas. É obrigatório o registro no Crea para exercer a profissão.

O que você pode fazer

• Automação - Projetar equipamentos eletrônicos destinados à automação de linhas de produção industrial.

• Eletrônica - Desenvolver circuitos eletrônicos e dar suporte a computadores, centrais telefônicas e transmissores de rádio e TV. Fabricar equipamentos.

• Eletrotécnica (potência e energia) - Planejar e operar sistemas elétricos, desde a eração até a transmissão e a distribuição de energia. Projetar e construir usinas, estações, subestações, redes de geração de energia e também máquinas elétricas. Aplicar e dar manutenção a redes de alta tensão.

• Engenharia biomédica - Estudar e coordenar a utilização de equipamentos biomédicos em hospitais, clínicas e laboratórios. Projetar, construir e fazer a manutenção de equipamentos.

• Instrumentação - Criar aparelhos e instrumentos médicos.

• Microeletrônica - Desenvolver e acompanhar a produção de componentes microeletrônicos, como chips.

• Telecomunicações - Desenvolver serviços de expansão de telefonia e de transmissão de dados por imagem e som. Projetar e construir equipamentos para telefonia e comunicação em geral.

Mercado de trabalho

A crise de energia pela qual o Brasil passou recentemente elevou a demanda pelo bacharel especializado em eletrotécnica. Concessionárias do setor elétrico têm investido em novas técnicas para solucionar problemas relacionados à operação do sistema nacional, da geração à distribuição de energia. Os principais empregadores estão nas regiões Sul e Sudeste. Destaque também para os especialistas em automação, em eletrônica e em microeletrônica. Estes são contratados por companhias do setor eletroeletrônico, como Multibrás e Bosch, indústrias automobilísticas e de componentes, como a Siemens.

Salário médio inicial: R$ 1.600,00

O Curso

Prepare-se para enfrentar muitos cálculos, em disciplinas como matemática, física e informática, além de matérias como economia e administração. A parte profissionalizante começa no terceiro ano, com aulas de projetos de sistemas elétricos, materiais elétricos, sistemas digitais e eletromagnetismo, entre outras. Muitas aulas são dadas em laboratório. O estágio é obrigatório e geralmente pode ser feito a partir do quarto ano. Algumas escolas oferecem graduação em habilitações específicas, como eletrônicas, automação ou engenharia biomédica.

Duração média: cinco anos.