08 de julho de 2026
Geral

Febem conclui processo administrativo sobre irregularidades na unidade local

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

A Fundação para o Bem-Estar do Menor (Febem) anunciou a demissão, por justa causa, da ex-diretora da unidade de Bauru, Edinéa Sita Cucci, que estava afastada do cargo desde março. Ela respondia a processo administrativo por ter cometido supostas irregularidades, como levar funcionários até a sua residência durante o expediente para realizarem serviços de jardinagem e servente de pedreiro.

A demissão foi confirmada pelo corregedor-geral da instituição, Alexandre Artur Perroni, e publicada no Diário Oficial do Estado. Segundo ele, Edinéa tem cinco dias para recorrer da decisão. Também foi aberta uma sindicância contra um funcionário que teria admitido a presença na casa da ex-diretora.

Perroni afirma que as investigações tiveram início depois que a Febem recebeu um ofício do Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência ao Menor e à Família do Estado de São Paulo (Sitraemfa) e um comunicado da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa denunciando as irregularidades.

“Fizemos a apuração e convertemos a sindicância em processo administrativo. A funcionária teve ampla possibilidade de defesa”, diz o corregedor-geral.

A reportagem entrou em contato com Edinéia, mas ela afirmou que recebeu o comunicado oficial da demissão apenas no final da tarde de ontem e que irá conversar com o seu advogado antes de se pronunciar sobre o assunto.

A ex-diretora assumiu o cargo em novembro de 2001 e começou a enfrentar problemas em julho do ano passado, quando o Sitraemfa protocolou no Ministério Público (MP) do Estado de São Paulo as denúncias contra ela.

Quatro meses depois, Edinéa foi representada pelo MP por improbidade administrativa. Além da questão do uso de funcionários para serviços particulares, ela foi acusada também de ter obrigado os funcionários da Febem a participar de uma reunião com o então candidato a deputado federal Caio Coube.

O inquérito da Justiça e a sindicância interna da própria Febem, aliados a problemas de fugas, agressões e rebeliões, fizeram com que ela fosse afastada do cargo. Edinéa foi substituída pela investigadora e psicóloga Maria Aparecida Cavalheiro Bien, que permanece na função.