08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Praça do turista


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Peço licença a vossa senhoria para ocupar espaço da Tribuna do Leitor, a mais democrática coluna desse jornal, para expor meu ponto de vista sobre a Praça do Turista, construída sob minha gestão à testa da Prefeitura Municipal de Piratininga, e inaugurada no dia 17 de maio do ano 2.000. Em primeiro lugar, sr. diretor, em resposta à carta de da. Vilma Terezinha Casari, publicada no dia 14/5, eu tenho a dizer que:

1 - Eu não ouvi a sugestão do povo porque a área estava desocupada e era propriedade da prefeitura. Ela foi desapropriada pelo sr. Geraldo Pereira da Silva, em sua segunda gestão, para ser urbanizada ainda durante aquele mandato. Todavia, deixou de fazê-lo por motivos alheios à sua vontade. Todavia, ele foi sucedido pelo sr. Odail Falqueiro que não cuidou da urbanização do terreno, e deixou completamente abandonado esse local histórico de Piratininga.

2 - De mais a mais, o ajuntamento do povo diante da matriz tinha trazido vários inconvenientes: 1- Sujeira na praça. Ainda hoje, a da. Vilma está convidada a olhar o estado da praça no domingo pela manhã. É uma calamidade, e já era naquele tempo. E a sujeira ficava lá até tarde, pois, não tem limpeza pública aos domingos. Tudo continua na mesma. Aliás, agora até bancos quebrados existem. 2- Os usuários, não todos, é claro, fizeram do espaço ao redor da igreja o seu sanitário, ou banheiro público, bem como sua área de motel. Camisinhas foram e ainda continuam sendo encontradas no local. Foi por isso que os fiéis católicos se movimentaram para pôr um alambrado naqueles lugares ao redor da igreja. 3- A quantidade de brigas e desavenças que lá saíam eram de atordoar os policiais. Sem contar que os freqüentadores fazem dos canteiros seus locais de passeios, destruindo a grama e as plantas do local.

De mais a mais, da. Vilma, a praça não foi construída apenas para os turistas, mas para a convivência entre população e os turistas. Nela vive-se a oportunidade da sadia convivência entre as duas partes: é a hora de uns e outros mostrarem a simpatia de que são capazes. Por isso o nome da praça é Praça Cel. Virgílio Rodrigues Alves, numa homenagem póstuma ao cidadão que soube ser ilustre a seu tempo, e a quem os piratininganos prezam.

Eu me lembro que quando da construção da praça, muitos chegaram até mim e me disseram: “O pessoal não vai descer, professor...” “Vamos ver, eu respondia.” E o povo desceu. A praça ficava lotada. Dava gosto de ver. E não foi feita uma só propaganda. Não houve um único chamarisco para o povo. E o povo estava lá: velhos, jovens e crianças. É importante que se frise, senhor diretor, que a distância da praça ao centro comercial da cidade, é de dois quarteirões. Ou seja, um quarteirão a mais que a Praça da Matriz.

Como vemos o dinheiro do Estado, que veio para a praça, foi bem aplicado. R$ 200.000,00 que eu me orgulho de ter usado em tal obra. O palco está mil furos na frente do palco de madeira da prefeitura. Além disso, tem vestiário para os artistas, e sanitários para os mesmos. À parte, ela tem sanitários em número suficiente para o povo que comparece à praça. Tem razão o sr. Eduardo Alves Rodrigues, que em sua carta, publicada dia 18/5, enalteceu a Praça do Turista, e observou, judiciosamente, que a mesma está se deteriorando. Mas esta deterioração estava prevista, mas, ao prefeito cabe zelar pela conservação da mesma.

Bem, o pessoal começou a afastar-se da praça, pois, segundo me disseram, os maus elementos, passaram a dominar o ambiente. A cidade está bem servida de maus elementos, aos quais se juntaram os de cidades vizinhas. Se foi isso, o policiamento não esteve atento ao detalhe. Mas a juventude em épocas diferentes fez o seu footing em lugares distintos: no jardim, na estação, quando da chegada dos trens, na rua Dr. José Lisboa Jr., na Praça da Matriz e, em seguida, na Praça do Turista. E a cada vez, no seu tempo, se esqueceu o lugar anterior de passeios.

Ao prefeito, se ele quer fazer a remodelação da praça, problema dele, mas tudo me diz que, se tal obra for levada avante, só pode ser por dor de cotovelo. Ele poderia ter feito a Praça do Turista, ou ter remodelado a Praça da Matriz, no seu primeiro mandato. Agora, não vejo mais razão. É jogar dinheiro fora, como foi jogar dinheiro fora a iluminação do estádio municipal, sem contar que a Praça da Matriz, é propriedade da Igreja, e a prefeitura não tem voz de comando sobre o local. Os católicos devem decidir. Dizem que o prefeito pretende construir quatro lanchonetes, na remodelação da Praça da Matriz. Como ficam os que por licitação ganharam o direito de se estabelecerem na Praça Cel. Virgílio Rodrigues Alves?

Grato pela atenção, eu me firmo, respeitosamente (Armando Persin - RG 1.984.227)