07 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Quem é quem?


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Acompanhando atentamente o desenrolar da novela “toneladas de carne de Bauru”, vemos na defesa do advogado do alcaide, que o mesmo não tinha conhecimento de que pagara uma quantia fabulosa para suprir a merenda escolar, e que a mercadoria não fora entregue, mesmo constando em um certo momento recibo assinado por funcionário, relativo a entrega do produto. Ora, para não saber o que ocorre em sua administração, não é necessário pagar uma fabulosa quantia de salário, além de sustentar um monte de vampiros, também denominados secretários, e mais inúmeros “dependentes”, que consomem toda a arrecadação do município, inclusive comprometendo por vinte anos as próximas administrações, com as “malditas” federalizações das dívidas. Poderíamos simplesmente colocar lá um cidadão de boa vontade, ganhando um salário mínimo, pois, afinal, se é para não saber de nada mesmo, tanto faz. Esse fato foi denunciado, e está sendo apurado, mas e os que não foram denunciados? E se houve outros fatos até mais graves, em que se teve mais cuidado? Pois se vermos a “monstruosa” arrecadação do município, a cidade deveria estar um “brinco”, porém quem faz caminhadas, simplesmente olhando para o chão, vê o estado de “desgraça total” em que se encontra nossa urbe. Cada administração tem sua marca registrada, e, entre as mais visíveis, temos o “viaduto da Nuno de Assis”, a “cadeia”, e agora “as toneladas de carnes”. Bauru já foi referência de progresso e grandeza, hoje porém fomos superados por Marília, Jaú, Araraquara, etc., ou seja, pelas últimas administrações que tivemos, não somos mais nada. A ameaça de cassação faz com que se movimentem grandes quantidades de terra, como a dizer, estamos trabalhando, porém pergunto: e “até alguns dias atrás”, isso ocorria? Para esses “belzebus”, cabe repetir as palavras do padre Antonio Vieira: “A verdadeira fidalguia é a ação. O que fazeis, isso sois, nada mais”... (Antonio Miguel Edaes Inete - OAB/SP 32015)