Segundo Ary Nunes Garcia, o Laboratório Santisa, da Santa Casa de Misericórdia de Bauru, foi desativado porque deixou de ser considerado entidade filantrópica e passou a ter que recolher uma série de impostos.
“Com a fúria do fisco, tornou-se inviável manter o laboratório funcionando. Mas nós estamos discutindo a nossa imunidade fiscal. Não concordamos com as cobranças fiscais que estão sendo feitas. Mas com essa polêmica, preferimos encerrar as atividades do laboratório”, explica.
O Santisa empregava 70 funcionários e produzia 20 tipos diferentes de remédios de embalagem hospitalar, que eram vendidos exclusivamente a hospitais, clínicas e prefeituras. Por mês, eram fabricados cerca de um milhão de unidades de injetáveis e um milhão de comprimidos. “Era uma indústria de porte médio. Vendíamos para 20 Estados”, diz Garcia.
A Santa Casa de Misericórdia de Bauru foi fundada em 1912, pelo primeiro juiz de direito da cidade, Rodrigo Romero, e instalou na cidade um hospital e um laboratório. “A Santa Casa de Misericórdia atendeu como hospital até 1978, quando parte do terreno da entidade foi desapropriada pelo governo do Estado e usada para erguer o Hospital de Base. Desde então, a entidade mantinha apenas o laboratório Santisa, que foi fechado há um ano”, explica Garcia.
As santas casas de misericórdia são instituições filantrópicas fundadas em Portugal para atender crianças e idosos.