07 de julho de 2026
Política

Instituto quer convênio com Iamspe

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

O Instituto Bauru de Saúde (IBS), entidade sem fins lucrativos criada em abril desse ano, encaminhou ao Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) um pedido de convênio para atender os servidores da cidade e da região. O objetivo é ampliar o serviço que já é prestado e incluir as especialidades que ainda não são oferecidas.

Entre servidores e dependentes, Bauru atende a 103 mil usuários de 41 municípios da região. O Iamspe oferece atendimento de especialidades e maternidade através do Hospital de Base e de dois laboratórios. Alguns serviços, porém, como psiquiatria e oftalmologia, não estão disponíveis. “Há outros, ainda, que têm demanda e poucos profissionais”, diz a vereadora Majô Jandreice (PC do B).

Ela é integrante da Comissão de Saúde da Câmara Municipal e esteve reunida na última semana com o presidente do Iamspe, Milton Flávio Lautenschlager, para apresentar a proposta. “Ele mesmo colocou que tem a intenção de descentralizar cada vez mais os atendimentos e ampliá-los”, afirma.

Segundo ela, o acordo pode ser concretizado até o final do ano. “Eles vão avaliar não só a documentação do instituto dentro dos critérios deles, mas também colocar as cotas que podem oferecer dentro dos recursos que possuem. Vai depender da liberação deles, mas tudo leva a crer que será um processo rápido”, acredita.

Prioridades

A vereadora também participou ontem de um encontro com a coordenadora do Centro de Assistência Médico-Ambulatorial (Ceama) de Bauru, órgão ligado ao Iamspe, Sandra Carneiro. A reunião contou ainda com a participação de representantes dos servidores públicos, que discutiram as áreas que devem ser abrangidas pelo futuro convênio.

Majô diz que as principais queixas foram com relação à demora de atendimento em oftalmologia, cardiologia, endriconologia e dermatologia.

Ela também defende a inclusão de outras especialidades entre os serviços prestados pelo Iamspe. “A categoria de professor, por exemplo, tem diversas atividades relacionadas à voz e a fonoaudiologia precisaria ser oferecida a esses profissionais”, diz.

A parlamentar cita outros exemplos. “Cerca de 85% são mulheres e isso demonstra a necessidade de você ter determinados atendimentos que afetam mais a elas. Há ainda um grande contingente de pessoas com mais de 50 anos. Você tem um funcionalismo envelhecido que precisa de geriatria”, opina.

Parte dos problemas que envolvem os servidores na área da saúde está na própria legislação, que impede que eles sejam atendidos na maioria das unidades da rede estadual espalhadas pelo Interior. A questão foi levantada pelo próprio presidente do Iamspe em entrevista concedida na última semana ao Jornal da Cidade.

Para ter direito a determinados atendimentos, o usuário da região precisa se deslocar até o Hospital do Servidor, na Capital.

Enquanto aguarda a assinatura do convênio, o IBS funciona com uma estrutura simples. São apenas três funcionários, uma assistente social, uma secretária e um auxiliar de serviços gerais. O quadro deve ser ampliado quando o acordo for firmado.